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As chuvas dos últimos dias estão promovendo a reposição dos lençóis freáticos e garantindo equilíbrio para a produção agropecuária, prejudicada pela longa estiagem que se estende desde meados de 2019. A avaliação é do chefe do escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Ênio Luiz Debarba.

A precipitação, especialmente quando é menos volumosa e ocorre de maneira constante, também favorece a decomposição da matéria orgânica presente no solo, tornando a terra mais propícia para pastagens e lavouras.

Luiz Debarba explicou que as pastagens estão em período de início de rebrota. As chuvas favorecem o desenvolvimento e fazem com que cresçam com mais vigor. “A umidade e o sol funcionam como uma turbina para dar melhores resultados.”

Nas lavouras de mandioca, a terra seca dificulta o arranquio, mas o solo umedecido torna o processo menos prejudicial para a raiz. Além disso, os produtores já se preparam para a nova safra. Mais uma vez, a precipitação é fator positivo para as plantações. Vale também para a laranja, principalmente onde não há irrigação. “Essa situação é benéfica”, destacou o chefe regional da Seab.

Ele informou que os produtores já começaram a preparar o solo para o plantio de milho e feijão. A partir de setembro, têm início os procedimentos nas lavouras de soja. Com o solo molhado e o equilíbrio recuperado, os agricultores saem ganhando.

Mas para que todos esses resultados se confirmem, é necessário que as chuvas caiam com maior frequência. Se os efeitos da estiagem retornarem, e o período sem precipitações voltar a se prolongar, as consequências nas pastagens e nas lavouras poderão ser negativas.

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