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Há oito anos praticando o cicloturismo (forma de turismo que consiste em viajar utilizando como meio de transporte uma bicicleta), Luiz Henrique Romera, 33 anos, que é morador da cidade de Santa Barbara do Oeste, interior de São Paulo, faz sua segunda parada em Paranavaí.

Em sua primeira passagem pela cidade depois de cruzar os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, seu destino era a capital Paulista, São Paulo, onde foi visitar a mãe.

Nessa segunda passagem, que teve inicio em Santa Barbara do Oeste chegando a Araraquara também interior de São Paulo, o destino final seria Porto Velho em Rondônia, mas segundo ele, as altas temperaturas registradas na região Norte do Brasil o fez mudar de rota.

A intensão agora é chegar a Foz do Iguaçu e conhecer as cataratas, fazendo seu tradicional registro (foto), e seguir para a Serra Catarinense. Depois, pretende dar a volta por todo o Rio Grande do sul e finalizar no Farol do Chuí (O Farol da Barra do Chuí é um farol situado na desembocadura do Arroio Chuí no balneário da Barra do Chuí, no extremo Sul do Brasil, próximo à fronteira com o Uruguai). Na sua previsão, percurso total de dois mil Km.

Dizendo viver da fé, ele recebe ajuda de caminhoneiros, motoristas e motoqueiros, além de varias pessoas que param durante o trajeto para entregar doações.

Utilizando uma bicicleta especial com reboque duplo, pesando 100 kg, Luiz Henrique carrega acessórios, pneus, câmaras de ar, roupas, rede para dormir, colchonete, produtos de limpeza e higiene, água e sua cozinha portátil.

Segundo ele, as paradas para descanso e alimentação são em postos de combustíveis nas margens das rodovias, locais onde sempre conta com apoio.

Luiz Henrique diz não ter medo em suas viagens, mas relata que já passou alguns perrengues. Cita que certa vez em uma descida, o pneu de uma carreta que passava a seu lado estourou e quase o atingiu. Também já levou fechadas de caminhoneiros no acostamento.

O último perigo foi perto de Mandaguaçu. Ele relata que o sol atrapalhou sua visão e para não bater em uma placa de retorno, acabou capotando sua bicicleta na pista de rolamento (BR-376). segundo ele um caminhoneiro que vinha logo atrás usou seu caminhão com escudo (atravessando o veiculo na pista) para que não fosse atropelado.

“O cicloturismo pra mim é uma escolha de vida, tenho liberdade de conhecer outros lugares, apesar de que só rodo pelo Sul do Brasil, mas ainda tem muitos lugares nessa região para conhecer”, enfatizou Luiz Henrique.

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