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Recursos da campanha serão divididos entre Santa Casa (60%)

e Hospital de Campanha (40%). Prazo para devolução foi aberto

A diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) em comum acordo com as partes, decidiu, em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (27) que os recursos arrecadados pela campanha Imuniza Paranavaí serão usados na compra de medicamentos e insumos para a Santa Casa (60%) e para o Hospital de Campanha (40%), que está funcionando na Unidade Morumbi, foi aberto e está sendo custeado pela Administração Municipal. Na prática, explicaram o presidente Rafael Cargnin Filho e o prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ), que participou da reunião, a prioridade está sendo salvar vidas de quem está contaminado e internado nestas unidades.

O encontro por videoconferência foi a continuidade da reunião realizada nesta quarta-feira (26) para definir o destino dos recursos da campanha Imuniza Paranavaí, já que a aquisição da vacina Sputnik V, a única que está disponível no mercado, está cada vez mais inviável. O problema é que, enquanto R$ 320 mil estão parados numa conta corrente, a linha de frente do combate a pandemia está passando necessidades. A diretoria queria definir se daria um novo destino aos recursos ou aguardaria mais um tempo para ver a possibilidade de comprar o imunizante; e, caso optasse em dar um novo destino, como seria feito a divisão entre a Santa Casa e o Hospital de Campanha.

Os diretores tomaram a decisão levando em consideração a informação do prefeito KIQ de que, caso haja oportunidade de adquirir a vacina, “possibilidade remota”, segundo ele, a Prefeitura usaria recursos próprios. “A gente reduziria a quantidade de vacinas e usaria os recursos da Prefeitura. Como 20% da população já recebeu pelo menos a primeira dose, esta redução não geraria impacto. Nossa estimativa era de já ter começado a imunização com as vacinas adquiridas pela campanha”, explicou ele.

“As negociações para a compra da vacina continuam, mas a possibilidade de uma terceira onda nos obriga a tomar medidas urgentes para comprar medicamentos de intubação e oxigênio para atender aos internados”, reforçou.

KIQ e a secretária municipal de Saúde, Andréia Vilar, também presente à reunião, reforçaram que o município não enfrenta dificuldades financeiras para aquisição dos insumos. Mas que estão impossibilitados de comprar medicamentos acima da tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento). Com a grande procura, os preços disparam inviabilizando a compra de forma legal.

A ideia é que a Aciap ou a Santa Casa façam a compra e repassem a parte dos produtos destinado ao Hospital de Campanha. “Nós não temos nenhum interesse em receber dinheiro. Precisamos dos insumos e medicamentos”, disse o prefeito, posição compartilhada por Vilar e também pelo diretor da Santa Casa, Héracles Alencar Arrais, também diretor da Aciap.

Evitar medidas duras – KIQ asseverou a importância de a cidade manter o maior número possível de leitos à disposição dos pacientes da Covid-19. Explicou que medidas mais duras de restrição são tomadas quando o índice de ocupação de leitos está muito alto. “Temos que nos esforçar para manter estes leitos funcionando. Graças a eles estamos conseguindo evitar medidas mais duras para evitar o contágio”, apontou.

O Hospital de Campanha está custando ao município R$ 600 mi/ mês. Eram 17 leitos de enfermaria e outros três chamados de leitos de transição, que são usados quando o paciente precisa ser intubado. Nesta quinta-feira, foram disponibilizados mais 15 leitos de enfermaria, o que vai aumentar seu custo.

Por isso, informou KIQ, foi encaminhado ofício à Secretaria de Estado da Saúde pedindo ajuda para o custeio da unidade. “Se não obtivermos uma resposta positiva, ingressaremos com uma ação na justiça para que a Secretaria da Saúde do Estado e, principalmente, o Ministério da Saúde, nos ajudem na manutenção. Já há diversos julgados em favor dos municípios neste sentido”, disse ele.

URGÊNCIA – Por conta da impossibilidade de compra de medicamentos com preços acima da tabela da CMED, o Hospital de Campanha enfrenta algumas situações de urgência, agravada com a abertura de mais 15 leitos. Por isso, a diretoria da Aciap autorizou uma antecipação de cerca de R$ 10 mil e vai adquirir, entre outros medicamentos Atropina, Cetamina, Epinefrina, Fentanila. Midazolam e Rocurônio, usados na intubação e manutenção da sedação dos pacientes. Além disso, serão feitas manutenção em unidades armazenadoras de vacinas.

A compra dos medicamentos será feita por uma comissão técnica, com representantes da Prefeitura (farmacêutica), Santa Casa (encarregado de compras) e Aciap. “Ontem tentamos fazer alguns orçamentos e já tivemos dificuldades. Alguns medicamentos não estão disponíveis e outros o s preços estão bem acima”, lembrou o gerente da Aciap, Carlos Henrique (Kaká) Scarabelli.

Devolução – Considerando que alguns doadores da Imuniza Paranavaí condicionaram a doação à compra de vacinas, a diretoria da Aciap decidiu abrir um prazo até a próxima quarta-feira, dia 2, para fazer a devolução do dinheiro para quem não concordar com a nova destinação dos recursos.

“Acho que pouca gente vai pedir o dinheiro de volta. Não deu para comprar a vacina, mas a causa é a mesma e continua nobre. Além disso, manter os leitos evita-se mortes e medidas mais drásticas à economia. Neste momento, entre esperar pela possibilidade de comprar vacina e salvar vidas estamos optando por salvar vidas”, disse Cargnin.

Para requerer a devolução, o doador deverá preencher formulário próprio que está disponível no site da Aciap e da campanha Imuniza Paranavaí. “Faremos a devolução apenas através de pix no mesmo CNPJ ou CPF do doador cadastrado. Adotaremos essa prática por segurança e para que não haja possibilidade de fraudes”, explicou Scarabelli.

(Assessoria Aciap)

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