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Publicada no dia 14 de outubro, a Portaria Municipal 995/2020 amplia o limite máximo de convidados em festas e eventos em Paranavaí, passando de 50 para 200. A mudança foi recebida com entusiasmo por empresários do setor, que já estão retomando contratos e vislumbrando a possibilidade de recuperar as perdas financeiras, depois de um longo período de restrições por causa da pandemia de Covid-19.

Para Dyone Oliveira de Freitas, trata-se de “uma grande vitória, depois de ficar sete meses sem a principal fonte de renda”.

Sócio-proprietário de uma empresa de buffet, ele disse que a flexibilização permite a renegociação de contratos e o reagendamento de datas com os clientes. O primeiro evento após a mudança deverá ser na segunda quinzena de novembro ou início de dezembro.

Fernanda Sandri Meyer Freitas também comemorou. “Estou bem feliz pela conquista.” Ela tem uma empresa de decoração e já começou a fechar novos contratos. Com a permissão para aumentar o número de convidados, os casais de noivos voltaram a agendar eventos, disse.

Apesar da flexibilização, ainda há uma série de regras sanitárias que precisam ser seguidas, com o intuito de reduzir os riscos de transmissão do coronavírus. A legislação municipal estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade do uso de termômetros manuais (infravermelho), para verificar a temperatura de funcionários, colaboradores e participantes.

Também cabe à equipe de organização da festa ou do evento a responsabilidade de garantir que as pessoas façam o uso adequado de máscaras de proteção. Outras regras tratam da disposição e da quantidade de pessoas por mesa: precisam estar a dois metros de distância e com no máximo seis convidados em cada uma, sempre com álcool em gel disponível para os convidados.

As exigências estão listadas na Portaria 897/2020, de 22 de setembro. A lista inclui a necessidade de informar com antecedência à Administração Municipal sobre a realização da festa ou do evento; obrigatoriedade de término à meia-noite; e proibição de dança.

COE – O Comitê de Operação Emergencial formado para avaliar o cenário de Paranavaí em relação ao avanço da Covid-19 se reuniu pela primeira vez em meados de março, quando os primeiros casos foram confirmados no Paraná. Na ocasião, representantes de diferentes segmentos da sociedade manifestaram preocupação quanto à gravidade da doença.

Inicialmente, decidiram que seria prudente suspender todas as atividades econômicas, exceto aquelas consideradas essenciais, por exemplo, supermercados e farmácias. O decreto estabelecendo a interrupção imediata entrou em vigência no dia 20 de março. O comércio de Paranavaí voltou a funcionar em 8 de abril.

A partir de então, o COE acompanhou os números de confirmações de Covid-19 e os índices de ocupação dos leitos da Santa Casa. À medida que a situação foi sendo controlada e as taxas diminuindo, outros setores tiveram permissão para flexibilizar a retomada dos trabalhos, entre os quais, o de atividades esportivas e o de alimentos.

EFEITOS – As restrições durante todo esse período tiveram impactos significativos nas finanças dos empresários. Quem trabalha com a organização de festas e eventos sentiu os efeitos negativos de maneira intensa. “Tínhamos plena consciência de que seríamos um dos últimos a voltar, porque nossas atividades reúnem muitas pessoas”, disse o Dyone Oliveira de Freitas.

Ele calculou que levará aproximadamente um ano e meio para recuperar os danos financeiros provocados pela interrupção dos trabalhos. Enquanto isso, tem feito trabalhos paralelos com a família, para garantir a renda mensal: comercializa massas pré-prontas.

A empresária Fernanda Sandri Meyer Freitas também buscou outras fontes de renda. Investiu na compra de um posto de arrecadação da Caixa no Distrito de Sumaré, enquanto o marido abriu um lava-car. O casal se viu obrigado a encontrar alternativas imediatas, porque “nosso orçamento era exclusivo dos eventos”, disse ela.

Na avaliação de Fernanda Freitas a normalização das atividades se dará, de fato, a partir de abril de 2021, mas levará mais tempo para reaver todos os prejuízos. Ela estimou que isso será possível somente em setembro do ano que vem.

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