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Os tons acinzentados que têm estampado o céu de Paranavaí nos últimos dias resultam, em certa medida, das queimadas que atingem o Pantanal. As partículas de fumaça são empurradas do Centro-Oeste para o Sul por ventos constantes que podem atingir até quatro quilômetros por hora.

Meteorologista do Instituto de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Reinaldo Kneib informou que é possível perceber o deslocamento da fumaça por imagens de satélite. Esses componentes se juntam a poeira e outros poluentes na atmosfera, provocando a névoa seca.

De acordo com o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), mais de 2 milhões de hectares já foram atingidos pelo fogo no Pantanal. Para se ter uma ideia, de janeiro a setembro deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou mais de 12 mil focos de calor na região.

O município de Poconé, no Mato Grosso, onde está o Parque Estadual Encontro das Águas, muito afetado pelos incêndios, fica a aproximadamente 1.300 quilômetros de distância de Paranavaí.

As chamas também têm castigado a Amazônia, situação que contribui para o aumento das partículas de fumaça em Paranavaí. De 1º a 8 de setembro deste ano, o Inpe registrou 2.002 focos de incêndio no Estado do Amazonas. O número representa 170% a mais do que no mesmo período de 2019.

NEBULOSIDADE – Se os problemas enfrentados no Pantanal e na Amazônia afetam a qualidade do ar em Paranavaí, é preciso destacar que outro fator contribui para o aspecto esfumaçado no céu. O meteorologista Reinaldo Kneib afirmou que a nebulosidade sobre a região tem aumentado gradativamente, formando nuvens.

Ele disse que existe previsão de chuvas passageiras e irregulares sobre o Noroeste do Paraná, a partir do próximo final de semana – até lá, o tempo permanecerá seco. Com a precipitação, a tendência é que haja pequenas quedas na temperatura.

SAÚDE – O Ministério da Saúde (MS) alerta que a combinação de baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas e fumaça proveniente de queimadas deixa o corpo mais suscetível a doenças, especialmente às que atingem o aparelho respiratório.

Para reduzir os efeitos do tempo seco é necessário ingerir bastante líquido, principalmente água e sucos naturais, evitar a prática de atividades físicas no período de 9 às 17 horas e lavar o nariz com soro fisiológico. Outra recomendação do MS é umidificar o ar para facilitar a respiração.

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