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O governador Carlos Massa Ratinho Junior fez nesta terça-feira (24) uma apresentação para mais de 50 investidores nacionais e estrangeiros reunidos em uma videoconferência organizada pela Grid Club Infrastructure (GRI). Os presidentes da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, e da Sanepar, Claudio Stábile, também falaram sobre os investimentos planejados pelas companhias estatais de energia e saneamento para os próximos anos e os desafios de garantir desenvolvimento sustentável ao Estado.

Ratinho Junior destacou que o Paraná é maior do que Portugal (em território) e tem Produto Interno Bruto (PIB) que corresponde à soma dos bens e serviços de Paraguai, Uruguai e Bolívia. Além disso, citou que o Estado tem uma posição estratégica privilegiada (entre Sul e Sudeste e o Centro-Oeste e o Atlântico), é sede das maiores cooperativas do Brasil, do segundo maior parque automotivo, de sete universidades estaduais e possui infraestrutura energética e uma rede de conectividade adequada para investimentos em qualquer setor.

O governador elencou ações já realizadas ao longo de quase dois anos de gestão, como a aprovação de uma lei moderna de concessões e parcerias público-privadas; a venda da Copel Telecom, efetivada neste mês por R$ 2,4 bilhões; a concessão do Parque Estadual de Vila Velha; a inclusão de quatro aeroportos (Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba e São José dos Pinhais) no pacote de desestatização do governo federal; e a contratação dos estudos para a consolidação da ferrovia entre Maracaju (MS) e Paranaguá, a privatização da Ferroeste e os novos lotes do Anel de Integração.

INVESTIMENTOS PRÓPRIOS – Na primeira parte da apresentação, ele listou os investimentos próprios, o que chamou de “quintal de casa”. O governador destacou o financiamento de R$ 1,6 bilhão para duplicações, obras de arte (viadutos e trincheiras) e terceiras faixas em rodovias estratégicas; o aporte de R$ 1,4 bilhão da Itaipu Binacional para obras como a Ponte da Integração e a Estrada Boiadeira (Porto Camargo a Umuarama); e as obras dos acordos de leniência das concessionárias do pedágio, escolhidas a dedo pelo Governo do Estado, como o Trevo Cataratas, em Cascavel.

Os investimentos no Porto de Paranaguá, afirmou, são como “um novo porto dentro do atual”. Foi citada a licitação de um novo sistema de carga e descarga (aporte projetado de R$ 400 milhões) e a contratação do projeto executivo do novo Corredor de Exportação do terminal, saltando para 4.000 ton/h (R$ 800 milhões) na movimentação de grãos. Esses investimentos vão aumentar em 65% a capacidade de carga no terminal, favorecendo, ainda mais, o alcance de novos recordes de transporte de cargas – 2019 já foi o melhor ano da história e 2020 ultrapassará a marca.

Os investimentos da Copel ultrapassam R$ 3 bilhões em redes elétricas trifásicas no campo (serão 25 mil quilômetros até 2025), medidores e conexões inteligentes, novas subestações e na contratação de energia de produtores rurais com o programa Microrredes, que trabalha de maneira mais consistente a economia colaborativa, estimula programas alternativos de geração e melhora o sistema de distribuição da companhia.

A Sanepar também fará investimentos que ultrapassam R$ 3 bilhões nos próximos dois anos, além dos R$ 2 bilhões que serão usados para manutenção das estruturas atuais. Estão nesse rol parques lineares e interligação de cavas no Rio Iguaçu, além da Barragem de Miringuava, atendendo a Região Metropolitana de Curitiba; barragens de reservação no Interior; geração de biogás em estações de tratamento de esgoto; geração de biocombustíveis a partir de algas; e programas de educação socioambiental.

Ratinho Junior afirmou que todos esses investimentos têm um olhar voltado para o futuro. Ele apresentou aos investidores o rol de atrativos que o Paraná disponibilizará ao mercado nos próximos meses. Compõem esse cardápio a ferrovia de Maracaju (MS) a Paranaguá, contemplando um terminal multimodal em Foz do Iguaçu; a própria Ferroeste, responsável pela gestão da linha férrea entre Cascavel e Guarapuava; os 3,8 mil quilômetros de rodovias do Anel de Integração, agregando ao circuito original mais mil quilômetros; e a Compagás, estatal de gás.

A expectativa é que essas concessões melhorarão o ambiente de negócios no Estado e se somam a oportunidades no setor de energia (novas centrais hidrelétricas, parques solares e de biogás) e um sistema de crédito e incentivo para favorecer ainda mais agronegócio. Esse Sistema Paranaense de Financiamento envolve a Fomento Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

O governador também disse que o Paraná é terreno fértil para a instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e que há 48 com licenças já autorizadas de construção no Estado, dentro de um dos maiores programas do País nesse segmento. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 32 PCHs e 69 CCHs em operação no Estado, que somam 404 Megawatts (MW) de potência instalada, 9,47% do total do País.

GRI – O GRI reúne mais de mil investidores nacionais e estrangeiros – no Brasil são mais de 400 executivos ligados à infraestrutura. Esse encontro fez parte de uma rodada de diálogo dos empresários com governadores de todo o País.

PRESENÇAS – Também participaram do encontro o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, e o diretor de Desenvolvimento Econômico, Mercado e Relações Internacionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco.

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