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incerteza em torno da safra de cana no Brasil, principalmente por conta do tempo seco no Centro-Sul do país, pode dar espaço ao aumento de preços do açúcar nos próximos cinco meses. É o que apontou a S&P Global Platts durante o evento virtual Platts Agriculture Week, realizado na semana passada.

O preço do açúcar dobrou em 12 meses, passando de um dígito para o contrato futuro da Bolsa de Nova York em abril de 2020 para dois dígitos (cerca de 16,5 centavos por libra) em março de 2021. Como o estouro da Covid-19 não teve grande impacto no consumo da commodity e, no último ano, vários eventos climáticos afetaram as safras, os preços foram favorecidos quando os fundos de investimento estavam comprando, o que levou o preço aos dois dígitos.

Agora, de acordo com a S&P Global Platts, todos os olhos estão voltados para o Brasil. Abril está sendo um mês seco, o que geralmente é uma boa notícia para o início da temporada de moagem, mas o clima se tornou uma preocupação depois da época de entressafra mais seca em anos.

Além disso, a questão energética também influencia as perspectivas de preço do açúcar, já que o etanol subiu de 12 para 14 centavos por libra em um contexto de aumento de preços da gasolina e do petróleo no último mês.

A S&P Global Platts Analytics revisou para baixo suas estimativas da safra de açúcar em todo o mundo devido não apenas ao contexto brasileiro, mas também devido à recente geada na Europa que afetou as primeiras beterrabas plantadas em março. Com isso, os analistas preveem um déficit de açúcar para as safras 2020-2021 e 2021-2022.

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