PARANAVAÍ

Avaliação foi feita a partir de dados do IBGE: PIB brasileiro teve retração de 9,7% no segundo trimestre

A economia deve ter recuperação gradativa ao longo do segundo semestre deste ano, impulsionada pelas produções agropecuárias e industriais e pelo comércio. A expectativa de lideranças de Paranavaí é que a volta à normalidade se consolide a partir de abril de 2021, mas com sinais visíveis já nesta segunda metade de 2020.

A equipe do Diário do Noroeste conversou com o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) Ivo Pierin Junior, com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Carlos Emanuel Rodrigues, e com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), Mauricio Gehlen.

Todos demonstraram preocupação com a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segundo trimestre deste ano foi marcado por retração de 9,7% na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao mesmo período de 2019, a redução foi de 11,4%.

O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país, incorporando os mais variados setores. Conforme os resultados econômicos divulgados pelo IBGE no início da semana, a indústria brasileira sofreu baixa de 12,3% entre abril e junho. No mesmo período, os serviços registraram queda de 9,7%. O consumo das famílias caiu 12,5%.

Foram as piores taxas desde o início da série histórica, em 1996. Mas é preciso considerar que o período analisado, ou seja, o segundo trimestre deste ano, compreende os meses de maior impacto da pandemia de Covid-19. “Tivemos uma queda forte, com pico em abril e maio. Mas em junho iniciamos a recuperação. Em julho foi melhor ainda”, disse Pierin Junior.

AGRONEGÓCIO – O vice-presidente da Faep destacou o papel do agronegócio no sentido de evitar que os resultados fossem ainda menores. O grande volume de produção agropecuária e o crescimento na exportação de alimentos garantiram ao setor elevação de 0,4% no PIB do segundo trimestre de 2020.

Pierin Junior também apontou a queda no valor do dólar como fator decisivo para o agronegócio: favoreceu a comercialização internacional de carne, soja e milho, aumentando o faturamento doméstico. Em julho, a balança comercial teve saldo positivo, alcançando recorde mensal. A China foi o principal mercado para as produções brasileiras.

PARANAVAÍ 5.0 – O presidente da Aciap citou o programa de recuperação da economia implantado em Paranavaí no dia 8 de julho deste ano. O Paranavaí 5.0 busca soluções para amenizar os reflexos da pandemia Covid-19, a partir da geração de emprego e renda, da elevação do PIB municipal, da fixação de recursos e da diminuição da vulnerabilidade social.

É resultado do trabalho conjunto entre Aciap, Prefeitura de Paranavaí e Sebrae-PR e conta com a participação de representantes de diferentes entidades. “Foi uma grande sacada, uma ideia inteligente. O Paranavaí 5.0 é de extrema importância para a economia voltar a ser o que era antes da pandemia”, disse Gehlen.

EMPREGOS – O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo destacou que uma pesquisa feita com empresários de Paranavaí apontou que 85% pretendem fazer contratações até o final do ano. Com a geração de empregos, a população terá maior poder de compra e voltará a consumir, fazendo a economia girar.

Rodrigues disse que se o PIB não voltar a crescer, os efeitos da recessão poderão ser sentidos de maneira significativa em 2021 e 2022. Até lá, no entanto, Paranavaí já deverá ter retomado o desenvolvimento, principalmente por causa da produção industrial e das vendas no comércio no final do ano. “Esperamos sair rápido dessa crise.”

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