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Os municípios do Noroeste do Paraná somam mais de 21.400 casos de dengue. A informação da Secretaria de Estado de Saúde leva em conta todos os registros feitos de 28 de julho de 2019 até 13 de junho deste ano. Durante esse período, 20 pessoas morreram por causa das complicações da doença.

Entre os esforços para conter o avanço da dengue está o uso do carro fumacê para a pulverização do veneno contra o Aedes aegypti, mosquito que transmite o vírus causador da doença. Nesta semana, o ciclo de aplicação do inseticida na região foi concluído, mas ainda estão surgindo casos positivos.

Foram contemplados os seguintes municípios: Alto Paraná, Guairaçá, Inajá, Jardim Olinda, Loanda, Marilena, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Porto Rico, Querência do Norte, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí e Terra Rica.

Chefe regional de Vigilância em Saúde, Walter Sordi Junior explicou que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a questão da dengue seja resolvida. “Existem problemas crônicos de galerias [pluviais] na maioria dos municípios.”

A principal dificuldade é o custo de manutenção. Fazer a limpeza das tubulações e consertar eventuais danos requerem altos investimentos. Uma opção seria o controle químico, mas o uso constante de veneno torna o mosquito resistente, ou seja, em pouco tempo o inseticida não tem mais efeito sobre o vetor.

Além dos impedimentos financeiros que os municípios enfrentam para adotar as devidas medidas de cuidados nas galerias pluviais, os gestores precisam lidar diariamente com o descaso dos moradores, que seguem com o descarte irregular de lixo em terrenos baldios e fundos de vale.

Outro obstáculo para vencer a dengue é a falta de limpeza de quintais, fundos de lojas, calhas, caixas d’água, cisternas e reservatórios. Qualquer recipiente que acumule água se torna um possível criadouro de larvas do Aedes aegypti. Cada cidadão precisa fazer a própria parte.

De acordo com Sordi Junior, a situação só não é mais grave por causa das condições do tempo. Já que a umidade favorece a reprodução do mosquito, a falta de chuva tem retardado o surgimento de vetores. A diferença de temperaturas ao longo do dia (amplitude térmica) também tem contribuído.

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