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Lideranças da Sociedade Civil Organizada de Paranavaí (Socipar) apresentaram reivindicação ao Governo e ao Tecpar. Agora buscam apoio político para o pedido

Foi protocolado na Casa Civil, no Gabinete do Governador Ratinho Júnior e na Diretoria de Novos Negócios e Relação Institucionais do Instituto Paranaense de Tecnologia (Tecpar) ofício apresentando Paranavaí “como cidade candidata a ser um polo de indústrias farmacêuticas”. A iniciativa foi da Sociedade Civil Organizada de Paranavaí (Socipar) depois de uma conversa com o diretor do Tecpar, Lindolfo Luiz Silva Júnior, o ex-deputado Lindolfo Júnior.

“Vislumbramos a possibilidade de Paranavaí se constituir num grande polo farmacêutico, com a instalação de vários laboratórios. Os medicamentos aqui produzidos atenderiam a iniciativa privada, o SUS e até o mercado externo, do qual o Brasil ainda é muito dependente nesta questão”, diz o advogado Edilson Avelar, que assinou o documento junto com os demais coordenadores da Socipar.

Os coordenadores se reuniram logo após o contato com Lindolfo Júnior e concluíram que a vinda deste modelo de indústria vai gerar muitos empregos qualificados, contemplando profissões como farmacêuticos, biólogos, biomédicos, médicos, engenheiros químicos, biotecnólogos etc. “Este tipo de indústria, de química fina, vai atrair profissionais, que vão ter bons salários, gastar na cidade, fazer investimentos e ajudar no fortalecimento e desenvolvimento de nossa economia. Paranavaí não pode perder esta oportunidade”, diz Avelar.

ENERGIA SOLAR – No documento encaminhado, os coordenadores da Sociedade Civil assinalam que “Paranavaí merece receber a atenção neste aspecto, até porque o Parque Industrial de Medicamentos, como sugestão, poderia utilizar como matriz energética a energia solar, vez que aqui é a cidade que possui a maior incidência de irradiação solar do sul do Brasil”, o que, avaliam eles, seria uma combinação perfeita, “produzindo saúde, salvando vidas e sem agredir o meio ambiente”.

A Socipar, por meio de seus coordenadores, sugere o aproveitamento do antigo armazém do IBC, que foi repassado ao município e que ainda não conseguiu dar uma destinação adequada, para abrigar os laboratórios, pois são mais de 18 mil m², o que o deixe com muito espaço ocioso.

Outra sugestão é usar a área destinada ao Parque Tecnológico do Agronegócio, atuais instalações do IAPAR, para a instalação do Parque Industrial de Medicamentos, criando uma única área de inovação para dois setores diferentes.

A motivação para colocar Paranavaí como candidata ao polo de indústrias farmacêuticas veio da constatação de que o Tecpar tem avançado significativamente nesta área, tendo sido pioneira em alianças internacionais para a produção de vacina contra a Covid-19, o que colocou o Paraná numa posição de vanguarda no setor.

“Agora temos que buscar apoio político à nossa reivindicação. Conversar com deputados, ir aos secretários de Estado, ter audiência na Casa Civil, com o governador, pedir audiência com o presidente do Tecpar, através do Lindolfo Júnior, com quem estamos conversando, enfim, buscar o apoio política para que nossa reivindicação seja atendida”, finaliza o advogado.

Assessoria de Imprensa Socipar

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