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Diretoria aprovou campanha de arrecadação. Outras entidades deverão participar. Prefeitura vai bancar 50% dos custos

Reunida extraordinariamente na manhã desta sexta-feira (12), a diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap) aprovou a realização de uma campanha visando a arrecadar recursos para a aquisição de 100 mil doses de vacina contra a Covid-19 para imunização da população local. A iniciativa vem ao encontro da proposta do prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ), que encaminhou à Câmara de Vereadores projeto de lei autorizando o município a fazer a aquisição do imunizante.

A vacina a ser adquirida é a Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Gamaleya, na Rússia, com 91,6% de eficácia contra a Covid-19, já aprovada em vários países e prestes a ser aprovada no Brasil. O laboratório farmacêutico garante entrega do produto em 15 dias após a confirmação da aquisição, no aeroporto mais próximo do comprador.

O pedido mínimo é de 100 mil doses ao custo de U$ 8,75 cada, proximadamente R$ 50,00. O lote a ser adquirido custará em torno de R$ 5 milhões. Mas a Prefeitura tem disponível para esta compra R$ 2,5 milhões. A outra metade será arrecada pela sociedade. “É uma parceria público-privada”, disse, na reunião, o gerente da Aciap, Carlos Henrique (Kaká) Scarabelli. Cerca de 20 municípios do Paraná estão se organizando para fazer a compra das vacinas no modelo que está sendo proposto em Paranavaí.

Os diretores aprovaram a realização de campanha para levantar os recursos por questões humanitárias e econômicas. Além das perdas de vida, dos internamentos e isolamentos com a doença e das famílias que sofrem com toda esta situação, há o aspecto econômico. “Quanto custa uma empresa fechada? Quanto custa o funcionário que se contamina e se afasta por 14 dias”, questionou o vice-presidente João Roberto Viotto Júnior (Desenvolvimento Econômico). “Esta é a saída para que possamos trabalhar com segurança de não ser contaminados e nem pensando se o comércio vai fechar”, reforçou ele.

A falta de vacinas tem feito com que a campanha nacional de imunização ocorra de forma muito lenta. Em Paranavaí, a expectativa é que ela só termine no final do ano ou início do próximo. “Com esta iniciativa, a vacinação na cidade será muito mais rápida” sublinha o vice-presidente de comércio Luís Paulo Mendonça Hurtado, o Luís Paulo da Kipé, que anunciou a doação de um ano de seu salário como vereador para a campanha, algo em torno de R$ 58 mil.

A lei que permitiu a aquisição de imunizantes pela iniciativa privada define que 50% das doses compradas devem ser repassadas ao SUS. Mas isto não desestimulou os empresários.  Segundo eles, cada pessoa vacinada contribui para a chamada imunização de rebanho beneficiando toda a sociedade.

INSUMOS – Héracles Alencar Arrais, vice-presidente de Saúde da Aciap e diretor da Santa Casa, considerou a campanha como “muito importante”, mas alertou que também deve se pensar na aquisição de insumos, como as seringas para não haver frustração no futuro. Enfatizou a necessidade de agilizar o processo, pois “o Brasil inteiro está se mobilizando para comprar vacinas e não há tanta disposição do produto. Então, temos que entrar logo na fila”, defendeu.

Para o vice-presidente Teruo Kato (Comércio Exterior) outras instituições devem ser mobilizadas. “Esta é uma questão que envolve toda a sociedade”, defendeu ele. O presidente Rafael Cargnin concordou e determinou que seja organizada uma reunião com representantes das principais instituições da cidade. “O grande protagonista desta ação é o prefeito KIQ, mas todos devemos ajudar”, disse ele.

O vice-presidente Guto Costa (Eventos) defendeu uma grande campanha envolvendo a sociedade. “Temos que pensar no todo, no coletivo”, apontou.

Os diretores decidiram que, enquanto a Prefeitura se preocupa com as questões burocráticas e operacionais, a Câmara Municipal em agilizar a tramitação do projeto (Luís Paulo informou que já tinha reunião da CCJ prevista ainda para esta sexta-feira), aos empresários “cabe conseguir o dinheiro o mais rápido possível”, como defendeu Viotto Júnior.

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