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Equipes estão atuando em pelo menos duas linhas de investigação

A Delegacia de Polícia Civil de Paranavaí informou, na manhã desta segunda-feira (31), que a equipe de investigadores está concentrada e atuando em pelo menos duas linhas de apuração do assassinato do chefe regional do IAP de Paranavaí, Odair Galhardo, de 54 anos, na última sexta-feira (28), em Amaporã. De acordo com laudo do Instituto Médico Legal, Galhardo foi assassinado com seis tiros na cabeça e na região lombar. Há pelo menos dois suspeitos sendo investigados.

“Estamos atuando numa linha forte de investigação. Porém, sem condições de revelar, pois não temos a confirmação de autoria por enquanto. A vítima foi atingida com seis disparos. Existem linhas mostrando que podem ter mais envolvidos, mas ela corre em segredo”, conta Robson Wielganczuk, investigador da Polícia Civil.

PRESO EM AMAPORÃ – Após o assassinato de Galhardo, a Polícia Civil realizou diversas operações pela região, em conjunto com as equipes do 8º Batalhão de Polícia Militar. No último sábado (29), um homem foi preso em um assentamento em Amaporã. Segundo a PM, ao ver os policias o rapaz se assustou e correu para dentro de sua residência. Na casa, foram encontradas uma arma de fogo, duas facas, três porções de maconha e duas balanças de precisão.

Pelo menos até aqui, nenhum indício comprova a participação desse suspeito no assassinato de Galhardo, entretanto, por se tratar de um crime complexo, sem testemunhas e sem câmeras de segurança, nenhuma possibilidade será descartada pela polícia.

ODAIR GALHARDO – Funcionários do antigo IAP, atual Instituto Água e Terra (IAT), disseram que Odair morava em Santa Cruz de Monte Castelo, e diariamente vinha a Paranavaí, onde chefiava o Escritório Regional há quase um ano e meio. Ainda de acordo com os colegas de trabalho, era rotina do chefe passar pelo parque para conversar com os funcionários.

Além disso, ele atuou como vice-prefeito de Santa Cruz de Monte Castelo, de 2005 a 2008, Galhardo também foi presidente do Sindicato Rural da cidade de 2005 a 2016. E assumiu a chefia do IAT em fevereiro do ano passado.
De acordo com o delegado-chefe de Paranavaí, Luiz Carlos Manica, a Polícia não descarta a possibilidade de o crime ter sido cometido por desavença pessoal ou retaliação pelas atividades de fiscalização ambiental desenvolvidas pelo antigo IAP.

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