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Na tarde de sexta-feira (5), nove pessoas estavam internadas na UTI da Ala Covid-19 da Santa Casa de Paranavaí. Sete ocupavam leitos na Enfermaria. Por dois dias consecutivos, quarta e quinta-feira (3 e 4), o índice de ocupação da UTI chegou a 100%

A proximidade do Carnaval levanta uma preocupação: a possibilidade de aglomerações de pessoas aponta para mais um período com elevação no número de casos de Covid-19. A médica Gislaine Erédia, infectologista da Santa Casa de Paranavaí, afirma que “não estamos em fase de festas” e que é necessário manter o distanciamento social, para evitar a transmissão do coronavírus.

Ela avalia que a grande quantidade de diagnósticos positivos registrados em janeiro é resultado das festas e das reuniões promovidas o final de dezembro e no início de janeiro. “Ainda estamos vivendo o reflexo do Natal e do Ano Novo.” As manifestações mais graves da doença também aumentaram, ampliando a demanda por leitos hospitalares.

Na tarde de sexta-feira (5), nove pessoas estavam internadas na UTI da Ala Covid-19 da Santa Casa de Paranavaí. Sete ocupavam leitos na Enfermaria. A contagem inclui pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e conveniados. Por dois dias consecutivos, quarta e quinta-feira (3 e 4), o índice de ocupação da UTI chegou a 100%.

A médica Gislaine Erédia cita o caso de São João do Caiuá, município com pouco mais de 6.000 habitantes, que em dois dias enviou quatro pacientes para a Santa Casa de Paranavaí. É uma proporção significativa. Cabe destacar que o hospital é referência regional para o tratamento de pacientes com Covid-19, por isso, recebe pessoas de todos os municípios do Noroeste do Paraná.

A expectativa da infectologista é que a revogação do ponto facultativo e a suspensão das festividades de Carnaval em âmbito estadual sejam medidas suficientes para interromper a cadeia de contágio. Em nível municipal, a Prefeitura de Paranavaí manteve os dias de recesso e as entidades que representam comerciantes e comerciários também optaram pelos dois dias de paralisação (15 e 16 de fevereiro).

MEDICAMENTOS PREVENTIVOS – A médica da Santa Casa afirma que os medicamentos preventivos não são indicados pelos conselhos que representam profissionais de saúde. Não existe literatura científica comprovando a eficácia de hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e nitazoxanida, por exemplo. Os pacientes não devem fazer uso dessas substâncias sem orientação segura de um médico.

Segundo a infectologista, é grande o número de pessoas que apresentaram efeitos colaterais por utilizarem os medicamentos de maneira indiscriminada. Na Santa Casa, mais pacientes passaram a buscar atendimento médico por causa de intoxicação.

Além disso, pelas análises da infectologista, usuários e não usuários do chamado “kit Covid” contraíram o coronavírus igualmente. A diferença é que as pessoas que consumiram essas substâncias apresentaram arritmia cardíaca com mais frequência. A única forma de prevenção, garante Gislaine Erédia, é a vacinação.

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