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Condições impostas pela pandemia de Covid-19 comprometeram as vendas em papelarias de Paranavaí. Muitas famílias optaram por reaproveitar produtos do ano passado

Antes de comprar materiais escolares é recomendável fazer uma pesquisa de preços. O comparativo dos valores pode ajudar o consumidor a economizar, sem que precise abrir mão da qualidade dos produtos. Também é importante verificar as condições de pagamento. Se fora à vista, peça desconto. Se for a prazo, consulte as taxas de juros. Outra recomendação é conferir a veracidade das ofertas anunciadas pelo fornecedor.

Diretor do Procon de Paranavaí, Carlos Eduardo Balliana orienta a buscar informações junto ao órgão de defesa do consumidor e analisar os levantamentos dos valores praticados em estabelecimentos da cidade. “Nossa pesquisa é realizada com único e exclusivo objetivo orientativo, para que os consumidores saibam das elevadas diferenças de preços e da importância da pesquisa para eventual economia no orçamento familiar.”

Os dados estão disponíveis na página do Procon de Paranavaí no Facebook (facebook.com/proconpvai). Mostram que o caderno de 48 folhas (brochura) pode custar de R$ 1,40 a R$ 9,99, variação de 613%. A borracha branca número 40 vai de R$ 0,20 a R$ 1,19, ou seja, diferença de 495%. No caso do caderno de aritmética de 40 folhas (brochura), os valores encontrados pela equipe de fiscalização foram de R$ 1,10 a R$ 5,99, alcançando 444%.

Na avaliação de Balliana, “existe possibilidade de [encontrar] qualidade e preço bom, pois constatamos que houve marcas com preços iguais e até maiores do que a Tilibra, por exemplo, que é empresa sólida no mercado neste segmento”.

Se o cliente perceber defeito em cadernos, canetas, livros, mochilas e outros produtos, mesmo importados, tem o prazo de 30 dias após a aquisição para reclamar. Se forem itens não duráveis, o período para apresenta reclamação é de 90 dias contados a partir da compra. O direito é assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor.

VENDAS – O empresário Rodolfo Bazani afirma que o maior volume de vendas de materiais escolares foi registrado em janeiro: as primeiras semanas do mês tiveram maior fluxo de comercialização. No entanto, os resultados ficaram 60% abaixo dos números contabilizados no início de 2020. As condições impostas pela pandemia de Covid-19 achataram o desempenho do setor de maneira significativa, aponta. Muitas famílias optaram por reaproveitar materiais do ano passado e, assim, gastar o mínimo possível.

Para driblar os obstáculos, o comerciante conta que investiu em novidades e encontrou canais dinâmicos de comunicação com os clientes. Preparou orçamentos antecipadamente e os disponibilizou para os consumidores, enviou imagens dos produtos, possibilitou diferentes formas de pagamento. “Procuramos alternativas e o público viu isso com bons olhos.” A troca de informações pela internet agilizou os serviços, garante Bazani.

Segundo o empresário, o comportamento dos clientes tem se adequado às possibilidades financeiras. Há aqueles que preferem preços mais baixos. Outros buscam marcas conhecidas no mercado ou escolhem itens de maior qualidade. Independentemente das prioridades de cada um, Bazani reforça que é fundamental oferecer condições de pagamento que tornem as negociações possíveis.

VOLTA ÀS AULAS – Na última segunda-feira (1º), as escolas particulares de Paranavaí deram início às atividades letivas de 2021, de forma remota. As aulas presenciais serão a partir da próxima semana, começando na segunda-feira (8), mesma data estipulada para a rede municipal de ensino. A volta dos alunos se dará gradativamente, de maneira híbrida – com atividades presenciais e online.

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