COMÉRCIO/PARANAVAÍ

A presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Paranavaí (Sindoscom), Leila Vanda Aguiar, afirmou que visitou empresários da cidade e pediu que avaliassem a viabilidade do calendário elaborado pela equipe da entidade que representa os trabalhadores. Foi uma resposta à nota divulgada ontem pela Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap).

O texto alerta os associados sobre a atuação da presidente do Sindoscom no sentido de fechar acordos coletivos seguindo a realidade de cada empresa. Seria, conforme a nota, uma manobra “para impor um aumento salarial descabido no cenário atual em que vivemos”.

Leila explicou que foi procurada por funcionários na sexta-feira. Eles pediram para que o Sindoscom apresentasse uma proposta de calendário comercial, com datas e horários de abertura das lojas. “Sentei com eles e montamos um calendário pensando no patrão e no empregado.” Ontem, ela foi até alguns estabelecimentos para conversar com os lojistas.

Se a opinião dos empresários sobre o calendário comercial fosse positiva, Leila apresentaria a proposta ao presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Paranavaí (Sivapar), Edivaldo Cavalcante. Ela garantiu que não houve qualquer conversa no sentido de fazer acordos individualmente em cada empresa. “Faço uma pergunta para eles: o que estava escrito nesse acordo?”, questionou.

CONVENÇÃO COLETIVA – Anualmente, presidentes do Sindoscom e do Sivapar negociam os termos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), para definir as regras das relações entre patrões e empregados. O documento aponta não somente o calendário comercial, mas, também, o valor do reajuste salarial a ser aplicado no ano.

Via de regra, a CCT tem vigência de 31 de maio, ou seja, a partir de 1º de junho um novo documento passa a valer. Desta vez, as negociações entre os líderes sindicais estão travadas, porque discordam quanto ao reajuste salarial: a presidente do Sindoscom pede aplicação de 2,05%, alcançando R$ 28,79, mas o presidente do Sivapar defende que não haja aumento.

Na semana passada, o calendário comercial também foi motivo de polêmica. Trabalhadores organizaram um abaixo-assinado contra a sugestão feita pela Aciap, contestando o expediente em diferentes datas, por exemplo, 7 de setembro e 2 de novembro.

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