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A ministra visitou o Centro de Convivência do Idoso,

elogiando a humanização e a gestão da instituição

 

A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, visitou as instalações do Centro de Convivência do Idoso (CCI) que o Instituto Maurício Gehlen (IMG) instalou em Paranavaí. “Tivemos aqui uma aula de respeito e proteção ao idoso”, disse a ministra. “Aqui nós não vemos só cuidado com o idoso, mas o melhor em qualidade de vida para eles. Tem gestão, mas tem paixão. É isso que eu sonho para as políticas públicas no Brasil, essa humanização”, acrescentou a ministra.

Damares estava acompanhada do secretário dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, dos deputados Filipe Barros (que intermediou o convite), Aline Sleutjes e Ricardo Barros (líder do Governo na Câmara), que estava acompanhado da esposa, a ex-governadora Cida Borghetti.

Em 2019, o empresário Maurício Gehlen esteve em Brasília e teve uma audiência com Damares, quando apresentou o CCI e a convidou para conhecer a instituição. A ministra assumiu o compromisso de fazer a visita. “Respeito-a ainda mais por ter honrado seu compromisso de visitar nossa instituição”, disse o fundador do CCI, que a recepcionou ao lado da esposa Márcia e da irmã Beatriz, coordenadora do CCI e diretores voluntários do Centro.

VISITA EM SIGILO – A visita foi mantida em sigilo a pedido para evitar aglomerações. A equipe precursora (segurança e cerimonial) esteve no CCI na segunda-feira e informou que a pedido da própria Damares, a visita fosse restrita à equipe do Centro. O MDH, que costuma enviar convites a prefeitos, vereadores e outras autoridades, também não o fez pela mesma razão: evitar aglomerações.

Damares percorreu todas as instalações do CCI acompanhada de sua comitiva. Ficou entusiasmada com o que viu e repetiu o que já havia dito na audiência com o fundador do IMG: “Que bom seria se em cada cidade brasileira tivesse um Maurício como esse”.

Gehlen disse que graças as atividades que desenvolvem no CCI, “muitos dos idosos que frequentam esta instituição readquiram sua capacidade de locomoção, alguns deixaram as bengalas de lado, ganharam força física e hoje não sentem mais dores. Se tornaram, novamente, pessoas ativas. Outros saíram da depressão, deixaram de usar medicamentos – alguns, tarja preta – e hoje tem amor à vida. Não falam mais em desânimo e morte”.

SONHO – Depois de apontar levantamentos e projeções feitos pelo IBGE, de que a população acima de 60 anos já é maior do que crianças até 9 anos e que até 2060 a população idosa será acima de 25%, Gehlen asseverou que “não há dúvidas de que o envelhecimento populacional deve estar no topo das prioridades dos gestores público, pois, a continuar na atual forma, teremos creches ociosas e idosos sem opção de atividade”.

DESTAQUES – No seu pronunciamento após a visita, a ministra Damares Alves chamou a atenção para os detalhes da instalação. “Vocês olharam para o teto? Viram as luminárias? Viram como foi colocado aquele lustre? O tapetinho que os idosos usam (para atividades físicas)? A qualidade? Não é só entregar, é entregar qualidade para que eles tenham dignidade. Tem muitos que trabalharam a vida inteira e nunca tiveram um sofá. E aí chegam nesta recepção e sentam nesse sofá. Vocês têm ideia do que é isso? Isso é muito grande, Maurício”, disse.

A ministra lembrou que quando soube do custo do CCI, considerou que é muito para uma pessoa, mas não é nada o poder público. “Mas por que isto aqui funciona? Porque tem gestão, porque tem alguém com as rédeas na mão, fazendo o controle do dinheiro e de tudo que investiu”. Ainda com muita paixão, concluiu.

IDOSO NÃO TEM SINDICATO – Mais adiante, a ministro dos Direitos Humanos admitiu que o Orçamento da União destina poucos recursos para a atenção ao idoso “e vê a distribuição de tantas outras coisas que não vai trazer o mesmo resultado como uma política séria para idoso traz”. Como exemplo da falta de prioridade, lembrou que a Secretaria Nacional do Idoso tem apenas três anos e orçamento de R$ 1 milhão por ano “para o Brasil inteiro, o que mostra que o Brasil não estava entendendo que a gente tem que priorizar o idoso. As coisas estão mudando agora”.

Damares ressaltou, ainda que “nós vimos no Brasil nos últimos anos algumas minorias levando muito dinheiro, mas a gente não tem sindicato de idoso na porta do Congresso, invadindo o Congresso, a gente não tem idoso acampando na porta do Congresso (…) Eles estão sem vozes no Brasil”. Disse que o Ministério está tentando mudar este quadro. Ela observou ainda que, no Brasil, as principais vítimas de violência são as crianças e na sequência os idosos.

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