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Nas capitais brasileiras, um em cada 10 motoristas (11,4%) relata dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas. O comportamento preocupa já que, no Brasil, os acidentes de trânsito têm grande impacto na mortalidade, afetando, principalmente, jovens de 15 a 39 anos do sexo masculino. Os dados sobre o consumo de álcool e direção estão no Vigitel Brasil 2018 – Comportamento no Trânsito (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). A publicação apresenta resultados específicos para condutores de veículos motorizados, incluindo análise dos fatores de risco relacionados às lesões causadas pelo trânsito.

BEBIDA ALCOÓLICA E direção não combinam. Mistura pode ser fatal

Nas capitais brasileiras, um em cada 10 motoristas (11,4%) relata dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas. O comportamento preocupa já que, no Brasil, os acidentes de trânsito têm grande impacto na mortalidade, afetando, principalmente, jovens de 15 a 39 anos do sexo masculino. Os dados sobre o consumo de álcool e direção estão no Vigitel Brasil 2018 – Comportamento no Trânsito (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). A publicação apresenta resultados específi cos para condutores de veículos motorizados, incluindo análise dos fatores de risco relacionados às lesões causadas pelo trânsito. Mais de 25 mil condutores de veículos nas 27 capitais participaram da pesquisa.

De acordo com o inquérito, há uma elevada prevalência de comportamentos de risco no trânsito, principalmente entre adultos jovens e de maior escolaridade. Entre os fatores de risco que mais causam impacto da mortalidade por acidentes de transportes terrestres, se destacam a associação de álcool e direção e o excesso de velocidade. “Esse monitoramento é de grande importância para a saúde pública brasileira, pelo impacto que essas lesões ocasionam na qualidade de vida das pessoas, subsidiando intervenções baseadas em evidências que fortaleçam as políticas públicas de enfretamento às violências no trânsito”, reforçou o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Eduardo Macário.

Homens apresentaram a maior prevalência de associação álcool-direção, 14,2%, enquanto entre mulheres esse percentual foi de 6,3%. As maiores prevalências de associação álcool-direção entre as capitais brasileiras foram observadas em Teresina (24,1%), Palmas (20,3%) e São Luís (20,1%), enquanto as menores foram observadas em Recife (5,7%), Vitória (6,0%) e Rio de Janeiro (7,6%).

A pesquisa mostrou ainda que indivíduos com maior escolaridade (12 anos e mais) apresentaram as maiores prevalências de associação entre álcool e direção (12,4%). Entre homens com 12 anos de estudo ou mais, 17,1% relataram dirigir após consumo de bebidas, enquanto entre mulheres esses percentuais foram 7,3%. Adultos jovens, de 25 a 34 anos de idade, apresentaram as maiores prevalências de comportamentos de risco, chegando a 14,0% para a associação álcool-direção.

Os indicadores do estudo levaram em conta multa por dirigir com excesso de velocidade, blitz de trânsito e teste do bafômetro, condução de veículo motorizado após consumo de bebidas alcoólicas, uso de telefone celular durante condução de veículo motorizado. Os resultados demandam a intensificação de ações intersetoriais visando a maior segurança viária e promoção da cultura da paz no trânsito, como o Programa Vida no Trânsito.

EXCESSO DE VELOCIDADE – De acordo com dados do Vigitel Brasil 2018 – Comportamento no Trânsito, a frequência de adultos condutores de veículos motorizados multados por excesso de velocidade dentro da cidade foi de 7,3%, sendo quase duas vezes maior no sexo masculino (8,8%) do que no sexo feminino (4,6%). No total da população, esta frequência foi maior entre os adultos de 25 a 54 anos, e tendeu a aumentar com a elevação do nível de escolaridade em ambos os sexos. ACIDENTES DE TRÂNSITO NO MUNDO – Os acidentes de trânsito ocupam, atualmente, o nono lugar entre as principais causas de morte em todas as faixas etárias no mundo. Em 2016, foram responsáveis pela morte de 1,35 milhão de pessoas no mundo e pelo ferimento de até 50 milhões de pessoas, muitos deles resultando em incapacidade. Representam grande impacto social e econômico, atingindo 3% do Produto Interno Bruto (PIB) na maioria dos países. Mais da metade de todas as mortes no trânsito ocorrem entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

SOBRE – Desde 2006, implantado em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, o Vigitel monitora a frequência e a distribuição dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e agravos como lesões no trânsito, por meio de inquérito telefônico. O Vigitel compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT do Ministério da Saúde e, com outros inquéritos, como os domiciliares e o escolar, vem ampliando o conhecimento sobre as DCNT e as causas externas no País.

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