Economia
Mesmo com o setor industrial tendo perdido milhares de vagas de emprego, ele ainda é um dos que mais cresce segundo dados do Empresômetro, empresa de inteligência de mercado que mantém o mais atual banco de informações de empresas no país.
Segundo esses dados, o setor responsável por movimentar mais de 1,3 trilhão de reais por ano, 59% do total de indústrias brasileiras são microempreendedores individuais. São pessoas que formalizaram sua situação como artesãos, vinagreiros, fabricante de sucos e velas, dentre outras possibilidades para esse tipo de empresa. As pequenas empresas também fortalecem o time, com 38% do total. 
Em São Paulo são 341 mil negócios do total de 1,3 milhão de indústrias ativas no país; destaque para os últimos cinco anos em que foram abertos mais de 637 mil novos empreendimentos no setor. “Contabilizamos  somente aquelas empresas que estão em atividade, que recolhem tributos, que contratam e geram renda, excluídas aquelas que em 12 meses não apresentam quaisquer movimentações”, esclarece Otávio Amaral, empresário e CEO do Empresômetro, sobre o levantamento.
Em se tratando de cidades, temos nas capitais as grandes concentrações de empresas, com destaque para Fortaleza em terceiro lugar no ranking nacional e Curitiba em quinto lugar. 
“São cidades que buscam investimentos e com a descentralização do setor e da economia, ganham espaço para sediar novos negócios”, diz Amaral. 
Os dados ainda trazem número importantes sobre os fechamentos. O Empresômetro revela que até julho de 2019, foram baixados 1,2 milhão de CNPJs do setor.
Pelos números é possível notar que grades indústrias da transformação vêm perdendo espaço para pequenos empreendimentos e outros setores, e isso é parte de uma tendência mundial, por conta das mudanças impostas pela tecnologia. 
“A redução das distâncias provida pela internet faz com que a indústria nacional tenha mais um concorrente; por meio de sites estrangeiros é possível adquirir produtos importados, algumas vezes mais baratos. A questão tributária também é um grande problema e precisa ser tratada pelo governo, um projeto que tenha como objetivo tributar menos a produção e consumo”, conclui o empresário. 

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