O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), repassou mais de R$ 10 bilhões para os hospitais filantrópicos desde 2019. O Paraná também investiu R$ 585 milhões em equipamentos e mais de R$ 370 milhões em obras de construção, reforma e ampliação deles no Estado.
O Paraná possui 448 hospitais e, destes, 148 são filantrópicos. Os repasses de R$ 10 bilhões representam uma média de R$ 1,2 bilhão a cada ano para procedimentos hospitalares e ambulatoriais para os 148 hospitais, que representa uma média de R$ 8,4 milhões por ano para cada um.
O montante dobrou de tamanho entre 2019 e 2025, passando de R$ 991 milhões para R$ 1,8 bilhão. Em 2026, os dados já contabilizados vão até o mês de abril e, no total, foram repassados R$ 814,8 milhões.
Além dos valores para procedimentos, o Governo também repassou R$ 585,5 milhões, entre 2019 e 2026, para a compra de equipamentos e mobiliários das entidades filantrópicas. Esses investimentos possibilitam a aquisição de aparelhos de suporte à vida até diagnóstico, além de macas, camas hospitalares, mesas cirúrgicas, entre outros.
Obras – Entre as obras, o Governo do Paraná repassou investimentos para 17 reformas, 14 ampliações, 15 reformas e ampliações e três novas construções, que superam os R$ 370 milhões.
Os investimentos de R$ 55 milhões da Sesa, que representam quase 80% do total estimado da obra, estão possibilitando a construção da nova unidade do Hospital-Dia Pequeno Príncipe Norte. Considerada a maior expansão do Complexo Pequeno Príncipe, ela terá mais de 7,7 mil metros quadrados, três pavimentos, 36 leitos, seis salas de cirurgia, além de consultórios e ambulatórios especializados.
Em Guarapuava, a Sesa investiu R$ 47 milhões na construção do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e repassou ainda cerca de R$ 8 milhões para obras de reforma e ampliação.
Em Apucarana, o Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu R$ 22 milhões para ampliação de sua estrutura, assim como o hospital Norte Paranaense (Honpar), de Arapongas, recebeu R$ 31 milhões para a construção de sua Clínica de Quimioterapia, que terá mais de 8,8 mil metros quadrados.
A Sesa também investiu na reforma e ampliação de 11 unidades das Apaes espalhadas em 10 municípios do Paraná. Os valores auxiliaram na melhoria e ampliação dos serviços para atender pessoas portadoras de deficiência.
O repasse de recursos estaduais para hospitais filantrópicos no Paraná obedece a critérios rigorosos de contratualização com o Sistema Único de Saúde (SUS), comprovação de atendimento e adesão a programas específicos de saúde.
O Paraná possui o Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná (HOPSUS), criado pela Sesa, que repassa recursos estaduais para custeio, reformas, ampliação e compra de equipamentos. O programa faz parte da estratégia de descentralização do atendimento, que também integra hospitais filantrópicos à rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Um hospital filantrópico é definido como uma instituição privada, sem fins lucrativos, que presta serviços de saúde de interesse público e deve investir todos os recursos em sua manutenção e melhoria.
Opera Paraná – Além disso, o Paraná ainda possui o maior programa estadual de cirurgias eletivas do Brasil, o Opera Paraná. Lançado em 2022, ele estabelece recursos financeiros para ampliar o atendimento e reduzir as filas de cirurgias eletivas, aquelas que não são de urgência. O valor encaminhado complementa os recursos do SUS dos hospitais habilitados, em especial os filantrópicos, e pode chegar a um acréscimo de até 150% do valor original.
São mais de R$ 1,4 bilhão investidos no programa, acelerando o número de procedimentos no Estado, com o registro da realização de 90 cirurgias por hora em todo o Estado, o que representa uma a cada 40 segundos. As ações diminuíram drasticamente o prazo de espera por uma cirurgia em 45,7% nos últimos quatro anos.
Após os impactos provocados pela pandemia, o Estado ampliou progressivamente a realização de cirurgias, alcançando, em 2025, o maior volume já registrado no sistema público estadual de saúde, com mais de 790 mil cirurgias realizadas ao longo do ano. A estimativa para 2026 é a de superar 800 mil procedimentos.
UTI – O Paraná ainda registrou, nos últimos 10 anos, o crescimento de 50% no número de leitos de UTI SUS, passando de 1.121 em 2016 para 1.685 em 2025. O levantamento é da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), que demonstra que a média de 17,11 para cada 100 mil habitantes do Estado é a maior do Sul do Brasil e maior do que a média brasileira de 13,06.
O crescimento do número de leitos de UTI SUS no Paraná está relacionado às contratações de leitos em hospitais filantrópicos e também às construções de novos hospitais, com recursos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).




