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REINALDO SILVA
A Secretaria de Meio Ambiente de Paranavaí recebe, em média, 80 solicitações de cortes de árvores por mês. Aproximadamente 40% desse total é deferido: são levados em conta fatores como a sanidade da planta e os eventuais riscos que ofereça à segurança dos moradores. A lista de espera pelo serviço tem aproximadamente 200 pedidos.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Ramiro Kulevicz, o prazo para atender os pedidos de cortes é de 60 dias, podendo ser antecipado conforme a gravidade do problema. Quem faz a solicitação precisa assinar um termo se comprometendo a realizar o replantio em até 15 dias.
Pensando na importância de ampliar a área verde no perímetro urbano, a Administração Municipal lançou uma campanha de replantio de árvores. A ação tem como base a Lei 2.629 de 2005, que estabelece o Código de Arborização de Paranavaí. O texto condiciona a liberação de alvarás ao plantio de mudas em frente a cada imóvel.
Serão mais 90 dias para que moradores e comerciantes se adequem à exigência. Quem não cumprir a determinação estará sujeito a notificações e sanções amparadas pelo Ministério Público, entidade parceira da prefeitura no propósito de rearborização. 
As pessoas que não souberem como fazer o plantio ou tiverem dúvidas sobre as plantas adequadas poderão entrar em contato com a equipe da Secretaria de Meio Ambiente. Também haverá unidades disponíveis para quem comprovar a falta de condições financeiras para comprar as mudas.
Kulevicz afirmou que até o final de 2019, a Secretaria de Meio Ambiente deverá fornecer 4.000 plantas para o replantio em toda a cidade. A expectativa é que a comunidade se responsabilize por outras 10.000 árvores.
Paralelamente, praças públicas, canteiros de avenidas e calçadas em diferentes bairros da cidade estão sendo revitalizados. A intenção é fazer a substituição de algumas árvores e o replantio em locais onde a área verde foi danificada. 
Além disso, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente tem atuado na conscientização de moradores e lojistas sobre a importância de preservar os recursos naturais e manter a cidade arborizada. “É preciso pensar na coletividade”, disse Kulevicz. 

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