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Em greve desde o início da semana, os acadêmicos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Paranavaí, reuniram-se na noite de quarta-feira (3) para conversar sobre o movimento. Depois, finalizaram um documento destinado à Casa Civil do Governo do Estado, com a lista de reivindicações.
Os estudantes pedem a contratação de professores e agentes universitários já aprovados em concursos públicos e a realização de novos processos seletivos. A maior parte dos cursos de graduação oferecidos no campus da Unespar está com déficit de profissionais.
Apesar de se tratar de um movimento estudantil, a pauta elaborada pelos grevistas vai ao encontro das necessidades identificadas pelo diretor do campus, Edmar Bonfim Oliveira. O quadro de recursos humanos requer a contratação de 36 professores e 46 agentes universitários.
O reitor da Unespar, Antônio Carlos Aleixo, que responde por todos os campi da instituição, afirmou que não foi procurado pelos acadêmicos e que a pauta “não está direcionada a questões que podem ser resolvidas diretamente pela reitoria”. Mas destacou: “O que os estudantes pontuam também desejamos, e estamos neste embate há tempo: falta de pessoal pedagógico efetivo e de agentes efetivos”.
Na tarde de terça-feira, Aleixo e reitores de outras universidades estaduais do Paraná estiveram com o governador Ratinho Junior, mas não conversaram sobre assuntos específicos, como o déficit de profissionais. 
Mesmo assim, a Unespar está empenhada em conseguir a nomeação de docentes que foram convocados nos últimos concursos públicos, conforme o reitor declarou. Os esforços também são para a contratação de agentes universitários pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS).

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