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REINALDO SILVA
A hepatite C mata duas vezes mais pessoas do que a Aids. Estima-se que 400 milhões de pessoas carreguem o vírus, mas apenas 5% dos casos estão diagnosticados. A doença infectocontagiosa demora para manifestar os sintomas, e quando isso ocorre, o estágio já é bastante avançado.
Para chamar a atenção da comunidade sobre os riscos da hepatite, o Rotary Internacional promoveu ações em 50 países, inclusive no Brasil. Paranavaí também participou da campanha “Hepatite Zero”, com testes rápidos e orientações para a população.
De acordo com o presidente do Rotary Paranavaí Montoya, Rubens Costa Monteiro Filho, a ação desenvolvida simultaneamente em diferentes países foi alusiva ao Dia Mundial de Combate à Hepatite, comemorado em 28 de julho.
Aproximadamente 200 pessoas participaram do trabalho voluntário em Paranavaí, possível graças ao trabalho de rotarianos dos seis clubes da cidade em parceria com o Interact, o Tiro de Guerra, o grupo Médicos do Humor, o Sesc, a Secretaria Municipal de Saúde e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

A DOENÇA
– O presidente do clube rotariano explicou que a hepatite C pode ser transmitida por transfusão de sangue, relação sexual e até mesmo pelas agulhas utilizadas para fazer tatuagens. Pode provocar cirrose e câncer. Em muitos casos, é necessário fazer transplante de fígado.
Monteiro Filho destacou que quando os sintomas começam a se manifestar, aparecem fraqueza, intolerância à alimentação, abdômen globoso e coloração amarelada na pele. Mas o ideal é que a doença seja diagnosticada antes disso.
Sendo assim, a orientação do presidente do Rotary Paranavaí Montoya é que as pessoas que se expuseram a situações de risco busquem orientações médicas e façam os exames devidamente. Se a doença for identificada nos estágios iniciais, pode ser curada.

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