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REINALDO SILVA
Uma criança de sete anos de idade morreu, na segunda-feira (15), na Santa Casa de Paranavaí. A causa identificada no atestado de óbito: dengue hemorrágica. Agora, prontuário médico e exames feitos na vítima serão analisados pela Coordenação Estadual da Dengue, em Curitiba, que confirmará ou não o laudo.
De acordo com informações da 14ª Regional de Saúde, a criança possuía problema neurológico. A associação da comorbidade aos sintomas da dengue pode ter provocado a morte. Mas, assim como os dois óbitos registrados em Loanda recentemente, o caso está em processo de investigação.
A possibilidade de mais uma morte no Extremo-Noroeste do Paraná faz aumentar a preocupação com o avanço de notificações de pacientes com sintomas de dengue. As confirmações também aumentaram nas últimas semanas, deixando pelo menos dois municípios em situação de epidemia: Loanda e Porto Rico.
Mas o quadro se agrava em outras localidades, graças aos altos índices de infestação por Aedes aegypti, o mosquito transmissor do vírus da dengue. 
Em Paranavaí, por exemplo, o último levantamento, concluído em março, apontou 4,7%. Significa que o risco de uma epidemia da doença é alto. O município acumula mais de 480 notificações de pacientes com sintomas da dengue. As análises laboratoriais confirmaram 114 desses casos e outros 62 ainda estão sendo investigados. Pelo menos 40 confirmações ficam nos jardins Morumbi, Santos Dumont e Ipê.
Segundo material divulgado pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Paranavaí, 2017 terminou com 25 casos positivos de dengue. Em 2018, o número subiu para 37. Agora, só nos primeiros 100 dias de 2019, já são 114 confirmações. 
Até a semana passada, os municípios do Extremo-Noroeste somavam 332 casos positivos da doença. Nova atualização dos números deverá ser concluída na quinta-feira.

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