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REINALDO SILVA
Cruzeiro do Sul, Loanda, Nova Londrina, Paranavaí e Porto Rico são os municípios do Extremo-Noroeste do Paraná com mais casos positivos de dengue. Os demais apresentam baixa taxa de confirmações, mas o número de registros de pacientes com sintomas da doença, as chamadas notificações, é alto.
O índice de infestação por Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, é elevado na maior parte da região. Significa que a quantidade de criadouros está acima do tolerável, segundo parâmetros do Ministério da Saúde. 
Somam-se a essas preocupações a hospitalização de pacientes por causa da doença e as suspeitas de mortes provocadas pela dengue hemorrágica – os casos estão sendo analisados pela Secretaria de Estado da Saúde.
O problema da dengue se arrasta por anos e um dos fatores que mais contribuem para o agravamento da situação é a falta de cuidados dos moradores. Ao fazerem o descarte de lixo de maneira irregular, em terrenos baldios ou fundos de vales, proporcionam condições para a proliferação do Aedes aegypti.
Na tarde de ontem, a equipe de reportagem do Diário do Noroeste registrou a imagem de dezenas de pneus que foram deixados em uma estrada de Paranavaí. A prática dificulta a efetividade das ações de combate à dengue.
Para se ter uma ideia, Paranavaí totaliza 642 notificações de casos suspeitos da doença. Desse total, 147 foram confirmados e 135 ainda estão sendo analisados em laboratório. 
A Administração Municipal está promovendo mutirões de limpeza, pulverizando veneno e intensificando a fiscalização, com aplicação de multas. O objetivo é conter a situação para reduzir as chances de uma epidemia de dengue. 
Mas se as ações não forem suficientes e os moradores mantiverem os hábitos nocivos, a Vigilância em Saúde dispõe de um plano de contingência elaborado em 2018, conforme informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Paranavaí.

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