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REINALDO SILVA
Foram 46 dias seguidos sem chuva. O longo período de estiagem comprometeu atividades agrícolas e pecuárias e causou prejuízos por todo o Noroeste do Paraná. Com a precipitação do final de semana, o cenário começou a mudar. “A chuva trouxe alento para a agricultura”, avaliou o pesquisador e chefe do escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Ênio Luiz Debarba.
A intensidade também foi “benéfica e promissora”. De acordo com Debarba, quando a chuva é lenta e distribuída, penetra no solo com mais facilidade. O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registrou 1,4 milímetro de precipitação no sábado (31 de agosto) e 18,6 milímetros no domingo (1º). A última chuva sobre Paranavaí antes do final de semana foi em 15 de julho, 4,8 milímetros.
Para as lavouras de mandioca, alívio. Por causa da estiagem, a colheita foi interrompida por aproximadamente 14 dias. Com isso, trabalhadores estavam parados e não foi possível entregar matéria-prima para as indústrias, que precisaram reduzir o volume de produção. Os trabalhos de recuperação das estradas rurais também poderão ser retomados. 
Em relação às plantações de laranja, Debarba disse que a chuva do final de semana não reduz os prejuízos provocados pelos quase 50 dias de seca. “As frutas que murcharam no pé não se recuperam.” Segundo ele, ainda é cedo para mensurar o quanto as perdas representam para a citricultura do Noroeste do Paraná.
PREVISÃO – Esta terça-feira (3) será de céu parcialmente nublado com pancadas de chuva ao longo do dia. Os termômetros deverão marcar de 17 a 29 graus. A partir de quarta-feira (4), o tempo esquentará gradativamente e não há previsão de chuva até 16 de setembro, conforme o Simepar.

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