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REINALDO SILVA
A dengue avança sobre os municípios do Extremo-Noroeste do Paraná de maneira rápida e preocupante. Enquanto o poder público tenta controlar a situação e reduzir os danos causados pelo descaso dos moradores, há quem continue fazendo o descarte irregular de lixo ou evitando a limpeza de quintais.
Para se ter uma ideia da gravidade do problema, basta verificar o número de casos confirmados da doença em algumas cidades da região. Loanda acumula 105 confirmações. Paranavaí, 101. Nova Londrina, 40. Porto Rico, 27. E Cruzeiro do Sul, 19. Em toda a região já são 332.
De acordo com do Ministério da Saúde, são necessários 300 casos positivos de dengue para cada grupo de 100 mil habitantes, para que seja configurada a epidemia. Considerando as proporções, Porto Rico tem 843,56. Loanda, 437,99. Nova Londrina, 282,11. Cruzeiro do Sul, 107,83. E Paranavaí, 80,67.
É preciso que todos façam a própria parte no sentido de evitar que os quadros evoluam. As orientações da 14ª Regional de Saúde são para que as pessoas mantenham os quintais de casa sempre limpos e que não descartem lixo em terrenos baldios ou fundos de vale. Os resíduos podem acumular água e dar condições para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Em entrevista ao Diário do Noroeste, nesta semana, a secretária de Saúde de Paranavaí, Andréia Vilar, disse que a situação é preocupante e afirmou que o município vive um estado de alerta total. 
Ela também manifestou preocupação com a circulação de um novo tipo de vírus da doença, o que poderá resultar em manifestações mais graves dos sintomas e provocar mortes.
De acordo com a secretária, as vistorias a imóveis da cidade foram intensificadas, com o objetivo de identificar e eliminar focos de mosquitos transmissores da dengue. Outro artifício utilizado para ampliar as ações de combate ao Aedes aegypti é a aplicação de multas para proprietários que não tomarem os devidos cuidados contra o inseto.

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