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Em reunião preliminar para tratar de questionamentos sobre a criação de uma nova Área de Proteção Ambiental (APA) em Paranavaí, no entorno da nova estação de captação de água, o gerente de recursos hídricos do Escritório Regional da Sanepar, Arnaldo Rech, disse aos representantes da entidades que formam o G-8, que a criação da nova área protegida e qual será seu tamanho, passa por uma decisão política, envolvendo o Executivo e Legislativo Municipal e pela comunidade, que deve participar das audiências públicas para tratar do assunto, inclusive do Plano Diretor que já está em andamento.
Em razão dos rumores (confirmados pelo Secretaria Municipal de Meio Ambiente) de que estaria em estudo a criação uma nova área para proteger uma segunda fonte de captação de água pela Sanepar, agora no Ribeirão Caiuá e que esta nova APA seria 10 vezes maior que a do Ribeirão Arara (podendo chegar a quatro mil alqueires), o G-8 encaminhou ofício à Sanepar solicitando esclarecimentos. Isto porque, a nova APA teria forte impacto negativo na economia do município, restringindo a instalação de algumas empresas as margens da BR-376 e, eventualmente, obrigando outras já instaladas, a se transferir.
Na reunião, o gerente da Sanepar de Paranavaí, Paulo Sérgio Mendes dos Santos, disse que a direção da empresa vai responder aos questionamentos e esclareceu que pediu o encontro para saber as principais dúvidas do G-8 para contempla-las na resposta. Ele e Rech vão subsidiar a diretoria da empresa com informações referentes ao assunto.
Eles anteciparam que a decisão de construção da nova estação de captação já foi tomada e que a Sanepar deve contratar um plano de manejo da microbacia (na verdade abrangerá cinco microbacias), com as recomendações para evitar que a nova fonte seja assoreada ou contaminada com defensivos agrícolas. Falaram também que a APA é a única forma de garantir o investimento público em propriedades privadas, mas foram taxativos de que não é de competência da Sanepar definir a criação e o tamanho de uma nova Área Protegida. “Vamos fazer o plano de manejo e a captação dentro das recomendações técnicas e ambientalmente corretas”, disseram.
Rech disse que quanto maior a área protegida no entorno da captação, melhor. “Para a cidade crescer, ela precisa de água”, ponderou ele. Mas a captação da água não pode não pode ser um empecilho ao desenvolvimento. “É possível e temos que trabalhar para encontrar o equilíbrio entre as duas necessidades”, reconheceu ele.
Na reunião desta segunda-feira (14), o G-8, que reúne as principais entidades não governamentais de fomento econômico, voltou a se posicionar favorável a nova APA. Mas, defendeu que haja harmonia entre o meio ambiente e o desenvolvimento econômico e se colocou à disposição para mobilizar empresários urbanos e rurais para as audiências públicas.

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