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REINALDO SILVA
A Justiça homologou o flagrante dos envolvidos no assassinato do ex-policial militar Cláudio Camilo dos Santos, crime ocorrido em 29 de agosto, no Jardim Ipê, em Paranavaí. Assim, os dois maiores de idade continuam presos na cadeia pública e o menor está no Centro de Socioeducação (Cense).
Naquele dia, polícias Militar e Civil classificaram o caso como prioritário e atuaram de maneira conjunta. Confrontaram informações e imagens de câmeras de segurança até localizarem o autor do disparo que atingiu a vítima: estava escondido em uma casa no Conjunto Habitacional Ettore Giovine.
Duas armas foram encontradas: a utilizada no crime e a que pertencia ao ex-policial, dono de um estabelecimento comercial. Por causa do flagrante, ambos – autor do disparo e proprietário do imóvel onde ele estava escondido – foram levados para a delegacia.
Ambos prestaram depoimentos. Foi quando surgiu a indicação de quem seria o menor que participou da ação. Identificado, o adolescente foi ouvido pela polícia e contou que recebeu R$ 300 para acompanhar o homem que disparou contra o ex-policial.
A primeira versão dava conta de que eles chegaram ao estabelecimento comercial de Santos e anunciaram o assalto. Vira, então, o revólver que pertencia ao ex-policial. Mesmo sem o comerciante ter reagido, o homem atirou.
O delegado-chefe da Polícia Civil, Luiz Carlos Mânica, informou que algumas informações estão sendo investigadas para que seja possível confirmar se a motivação do crime foi o roubo ou se houve ligação com o fato de Santos ser ex-policial militar. “Estamos apurando se tem algum outro indício.”
O trabalho inclui ouvir os envolvidos novamente para confrontar versões e saber se há divergências em relação ao que disseram anteriormente. 

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