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REINALDO SILVA
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou o primeiro caso de sarampo no Paraná. A moradora da Região Metropolitana de Curitiba, 41 anos, viajou em julho para São Paulo, cidade que está com mais de 900 confirmações da doença.
Com a entrada do vírus em território paranaense, a situação que era de alerta passa a ser de intensificação nas ações de prevenção e combate ao sarampo. De acordo com a 14ª Regional de Saúde de Paranavaí, as equipes municipais precisam aumentar a vigilância e fazer as buscas ativas de pessoas que ainda não foram vacinadas contra a doença.
Nos próximos dias, a Sesa promoverá reuniões técnicas para definir o fluxo de atendimentos dos casos que aparecerem pelo estado. A urgência se deve ao fato de que o sarampo é altamente contagioso e pode deixar sequelas neurológicas e motoras, comprometer o crescimento e levar à morte.
A orientação para a população é que vá até a unidade básica de saúde e apresente o cartão vacinal. A equipe verificará se o quadro precisa ser atualizado e aplicará as doses necessárias, entre as quais a que garante proteção contra o sarampo. Quem está com a vacinação em dia não precisa ser imunizado novamente.
DEPOIS DE 20 ANOS – O caso de sarampo confirmado na Região Metropolitana de Curitiba na quarta-feira (7) é o primeiro do Paraná em 20 anos. As campanhas de vacinação e a inclusão das doses na rotina garantiram a erradicação da doença no estado.
A falsa sensação de segurança em relação ao sarampo e o crescimento do movimento antivacina podem ter sido fatores determinantes para a volta da circulação viral. A vacinação é o principal meio de prevenção.
SINTOMAS – De acordo com a 14ª Regional de Saúde, os principais sintomas do sarampo são coriza, tosse, conjuntivite, febre e vermelhidão no pescoço, especialmente atrás das orelhas. Quem identificar essas características deve ir imediatamente a uma unidade de saúde para que receba o tratamento adequado.
A procura pelo serviço de saúde também é importante para que os protocolos de bloqueio sejam aplicados, com isolamento do paciente e identificação das pessoas que tiveram contato com ele. Assim, não há proliferação do vírus.

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