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Na noite de segunda-feira (1º), estudantes da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Paranavaí, decidiram entrar em greve. Aproximadamente 500 acadêmicos participaram da assembleia em que discutiram as necessidades da instituição.
A pauta de reivindicações aponta a abertura de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para novos agentes universitários, a anuência das vagas de professores efetivos que se desligaram do campus, a nomeação e a posse de docentes aprovados em concurso público e a realização de outro concurso público para novas contratações.
Os acadêmicos esperam a abertura do Governo do Estado para iniciarem o diálogo em busca de solução para o problema. Garantem que permanecerão em greve enquanto a situação não for resolvida. Na noite de ontem, fariam nova reunião para definir os próximos passos da mobilização estudantil.
Diretor do campus da Unespar de Paranavaí, Edmar Bonfim de Oliveira ressaltou que os pedidos apresentados pelos alunos representam necessidades reais. Na avaliação dele, o movimento demonstra a insatisfação em relação aos serviços e à falta de professores e agentes universitários.
De acordo com Oliveira, o déficit atual é de 46 agentes universitários para desempenharem funções técnicas e administrativas, por exemplo, telefonista, motorista, advogado, assistente social, bibliotecário, contador e auxiliar operacional. Entre os cargos técnicos: informática, laboratório e contabilidade.
Em relação aos professores efetivos, o diretor informou que 36 profissionais se desligaram, deixando a equipe desfalcada. A redução no quadro docente compromete não somente o ensino, mas a pesquisa e a extensão. “Nosso campus está agonizando”, disse.
Por isso, Oliveira enfatizou: “Não é um movimento político. A pauta é verdadeira e mostra maturidade dos estudantes”. O apelo para a comunidade que é “olhe para a universidade como uma parceira na promoção do desenvolvimento regional, uma instituição de excelência e que oferece serviços gratuitos”.
Em relação ao Governo do Estado, o diretor disse entender que são apenas três meses da nova gestão e que existem dificuldades em diferentes áreas. Mesmo assim, pediu atenção especial para a situação em que a Unespar se encontra. 

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