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REINALDO SILVA
Há 13 anos, o Brasil é considerado área livre de febre aftosa. A maioria dos estados, no entanto, ainda precisa fazer a vacinação dos rebanhos duas vezes por ano. Não é o caso do Paraná, que neste ano foi considerado apto para extinguir a prática de imunização de bovinos e bufalinos contra a doença. 
Ao conseguir o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, o Paraná precisa adotar uma série de medidas para evitar que a doença se manifeste nos animais. Uma delas é a proibição da entrada de rebanhos de outros estados brasileiros, exceto Santa Catarina. A regra passa a valer a partir de 1º de dezembro.
Supervisor regional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Carlos Costa Junior explicou que o estado conta com 33 barreiras fixas de fiscalização. Localizadas em pontos estratégicos, abrigarão equipes responsáveis pelo monitoramento do trânsito de animais. 
Com a nova estratégia de proteção contra a febre amarela, animais vacinados só poderão ingressar no estado se forem direto para o confinamento antes do abate. Não poderão, por exemplo, permanecer em propriedades junto aos rebanhos nativos. 
De acordo com Costa Junior, alcançar o status de área livre de aftosa sem vacinação não elimina o risco de surgimento da doença. Por isso, os pecuaristas deverão permanecer sempre alertas, fazendo exames periódicos e tomando todas as medidas para detectar e combater focos, caso apareçam.
Quanto às vacinas ainda em comercialização por todo o Paraná, o supervisor regional da Adapar de Paranavaí informou que as doses estão sendo recolhidas e levadas para outras localidades em que a imunização dos rebanhos é necessária. Esse trabalho, disse, está em fase de conclusão.
VANTAGENS – Costa Junior destacou os resultados positivos de alcançar o novo status. “A febre aftosa é uma doença emblemática. Eliminar significa ter um bom sistema de defesa sanitária.” Sendo assim, tornar-se área livre abre possibilidades de conquistar mais espaço no mercado internacional.
O supervisor regional da Adapar disse que a condição é favorável para o Paraná, que terá portas abertas para comercialização de carne em países que pagam mais pelo produto com origem em regiões sem vacinação. Citou a China como exemplo de um potencial comprador e demonstrou otimismo em relação à exportação.
CAPACITAÇÃO – Nesta semana, profissionais que atuam na defesa agropecuária se reuniram em Paranavaí para uma capacitação sobre o gerenciamento do trânsito de animais. O evento foi conduzido pelo gerente de Trânsito Agropecuário da Adapar, Muriel Moreschi.  

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