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Na última terça-feira (2), acadêmicos da Universidade Estadual do Paraná, campus de Paranavaí, deram início à greve aprovada em assembleia, com a participação de aproximadamente 500 pessoas. A mobilização pode ganhar a adesão de estudantes de outras unidades da instituição.
Integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Heitor Osteti Furtado disse que a mobilização está se fortalecendo em União da Vitória, Apucarana e Campo Mourão. As conversas com acadêmicos dos campi de Curitiba também estão avançando. As tratativas com o movimento estudantil de Paranaguá estão começando.
A pauta de reivindicações é ampla e passa pela contratação de professores e agentes universitários, autonomia universitária para a gestão de recursos e investimentos em infraestrutura, entre outros tópicos. Mas a questão emergencial diz respeito aos recursos humanos.
Em documento entregue à direção do campus de Paranavaí e à reitoria da Unespar, os estudantes listaram: contratação de agentes universitários, preenchimento das vagas de professores que se desligaram da instituição, nomeação e posse de docentes aprovados em concurso público e realização de novos processos seletivos para ampliação do quadro de profissionais.
O próximo passo dos acadêmicos é buscar a abertura de diálogo com o Governo do Estado, para que seja possível levar a discussão sobre as necessidades da Unespar e resolver os problemas.
O diretor do campus de Paranavaí, Edmar Bonfim de Oliveira, destacou que os itens apontados pelo movimento estudantil coincidem com as demandas identificadas pela equipe administrativa do campus. Por isso, pediu o apoio do Governo do Estado no sentido de atender as reivindicações dos acadêmicos e resolver o problema.
SERVIÇOS PARALISADOS – Por enquanto, a greve e a ocupação continuam. Por isso, grande parte das atividades universitárias está paralisada. Apenas projetos de extensão que não podem ser interrompidos, por questões legais, estão mantidos. São aqueles que atendem a comunidade externa. Mesmo assim, o funcionamento dos projetos de extensão é em regime de contingenciamento, somente pela manhã.
Não houve alteração nos estágios curriculares dos estudantes de Enfermagem, para não comprometer o calendário letivo e não prejudicar a formação acadêmica. 
O protesto dos acadêmicos também chegou aos setores administrativos do campus de Paranavaí. Apenas as divisões de recursos humanos e de administração e finanças mantêm as atividades. “Para não comprometer juridicamente o campus e a universidade, pelo caráter emergencial, esses setores funcionarão apenas no período da manhã”, disse Furtado.
APOIO DA SOCIEDADE – O integrante do DCE explicou que o movimento grevista é a expressão do apelo à comunidade: que apoie a universidade pública e ajuda a cobrar os devidos investimentos. “Estamos lutando pela educação, pelo direito de ter formação superior e alcançar maior desenvolvimento dentro da sociedade”, pontuou Furtado.

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