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A falta de qualificação profissional tem sido obstáculo para a geração de empregos em Paranavaí. Grande parte das pessoas que vão até a Agência do Trabalhador não preenche os requisitos determinados pelas empresas contratantes, e um dos resultados é a permanência dos cadastros por longos períodos.
Gerente da Agência do Trabalhador, Elen Della Pria Kumatsu citou exemplos de vagas cadastradas há semanas, mas sem respostas positivas: desenvolvedor WEB (PHP), programador Delphi e instalador de sistemas eletrônicos de segurança. As especificidades das funções limitam as opções de candidatos.
Elen afirmou: “Algumas pessoas se interessam, porém, não se encaixam no perfil solicitado pela empresa”. Mas esse não é o único problema. “Outra situação é que oferecem salários baixos, então, pessoas com muita experiência não aceitam”, acrescentou. 
Uma saída para as empresas seria oferecer treinamento para os funcionários recém-contratados. No entanto, nem todos adotam essa prática. Por isso, as perspectivas de encontrar profissionais que se encaixem nessas vagas não são positivas. 
A gerente da Agência do Trabalhador também sugeriu que as pessoas desempregadas busquem qualificação em diferentes áreas de atuação, para que, eventualmente, possam mudar de ramo. “A pessoas se fecha e perde outras oportunidades”, analisou.
SEGURO-DESEMPREGO – De acordo com Elen, é possível perceber a falta de interesse em muitos candidatos. “Não querem cumprir horários e seguir regras. Só querem o salário no final do mês.” Além disso, o número de pessoas que buscam o seguro-desemprego seguidas vezes é grande. São centenas.
A percepção é que “assim que termina o período aquisitivo e já têm o direito ao novo benefício, muitos funcionários fazem de tudo para a demissão”, destacou a gerente da Agência do Trabalhador. E completou: “Deveria ser apenas para a pessoa que foi demitida para ficar segurada até uma nova contratação”.

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