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REINALDO SILVA
Com um rebanho de aproximadamente 9,3 milhões de cabeças, o Paraná ocupava, em 2017, a décima posição no ranking nacional. Desse total, 6,3 milhões de animais estavam ligado à pecuária de corte e 3 milhões à pecuária leiteira. 
O controle efetivo da movimentação de entrada e saída de animais, produtos e subprodutos se dá por meio dos Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário (PFTAs), das Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (Ulsas) e do sistema informatizado, que garantem a atual condição sanitária do rebanho paranaense. 
Para que novos mercados possam ser prospectados, aumentando a participação global do agronegócio paranaense, é necessário que o status sanitário do estado seja alterado. O que se busca é a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação.
O assunto será debatido no Fórum Regional Paraná Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, realizado hoje, em Paranavaí, a partir das 13 horas. Será no Centro de Eventos Armando Trindade Fosenca e reunirá pecuaristas, representantes de entidades ligadas à pecuária, lideranças do setor, autoridades e estudantes.
O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, confirmou presença no evento, que se repetirá em diferentes cidades do Paraná. Ao todo, serão seis fóruns regionais com palestras e discussões sobre o assunto.
A solicitação para que o Paraná seja considerado área livre de febre aftosa sem vacinação tem respaldo na força da pecuária a partir do desempenho da bovinocultura de corte, das pesquisas de melhoramentos genéticos e do alto nível tecnológico.
A retirada da vacina contra a doença representará diversos ganhos. Um exemplo é a conquista de mercados que pagarão mais pelos produtos paranaenses, aumentando a geração de emprego e renda no campo. O resultado será o fortalecimento da economia.
Outra possibilidade será o incremento da receita com exportações nas cadeias de commodities de milho e soja, bem como na cadeia de lácteos, que poderá ampliar as vendas aos mercados externos com valor agregado.

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