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O secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Guto Silva, esteve ontem em Paranavaí e concedeu entrevista coletiva à imprensa. Na ocasião, fez um balanço dos primeiros meses da atual gestão e apresentou projetos que serão implementados em todo o Paraná. 
Ele afirmou que existem três prioridades que deverão ordenar todas as ações administrativas e tornar a máquina pública mais eficiente. Especificou o que precisa ser aprovado: a reforma administrativa, com reduções de secretarias e de cargos políticos; a lei da eficiência, que otimizará a aplicação dos recursos financeiros; e o conjunto de ações anticorrupção.
Paralelamente, o Governo do Estado está preparando um pacote de projetos que custará R$ 300 milhões. A ideia é promover obras de infraestrutura e garantir melhores condições de tráfego pelas rodovias do Paraná. Também estão incluídas propostas voltadas para o sistema penitenciário e para a saúde.
De acordo com Silva, os projetos deverão ser licitados em abril ou maio deste ano. Parte das obras previstas deverá ter início ainda em 2019. O restante será executado gradativamente ao longo do mandato de Ratinho Junior. “Estamos olhando para onde o Paraná precisa ir”, disse.
SEGURANÇA – O secretário-chefe da Casa Civil apontou a possibilidade de firmar parcerias público-privada para fazer investimentos no sistema penitenciário. A avaliação é que a privatização melhoraria a gestão dos presídios e ampliaria a capacidade de lotação – o déficit atual é de 10 mil vagas.
Ele também falou sobre o programa Escola Segura, que envolve 100 estabelecimentos de ensino da Região Metropolitana de Curitiba, de Londrina e de Foz do Iguaçu, escolhidos a partir dos índices de criminalidade identificados pelo Governo do Estado.
Os resultados da primeira fase dessa ação serão determinantes para a ampliação do programa até outras escolas, inclusive de outros municípios paranaenses. Na prática, o programa estabelece que haja um policial militar da reserva fazendo a segurança de cada local escolhido.
UNESPAR – Questionado sobre a mobilização dos acadêmicos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que reivindicam a ampliação do quadro de professores e servidores, Guto Silva informou que a liberação de horas para a contratação de profissionais já existe. “As vagas vão ser preenchidas”, disse.
PEDÁGIOS – De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, é necessário retomar a discussão sobre o anel de integração rodoviário em todo o Paraná. Uma das propostas é que o Governo Federal seja responsável pelas concessões a partir de 2021, o que tornaria possível reduzir as tarifas em 40% a 50%.
NÚCLEOS REGIONAIS – Guto Silva explicou que questões técnicas atrasaram as nomeações para chefias dos núcleos regionais de Paranavaí. A expectativa é que até 15 de abril a situação já esteja resolvida e todas as repartições estaduais estejam com os respectivos chefes definitivos.
REIVINDICAÇÕES – Ao final da entrevista coletiva, o secretário-chefe da Casa Civil recebeu das mãos do ex-prefeito de Paranavaí Rogério Lorenzetti um documento com reivindicações voltadas para o desenvolvimento de todo o Extremo-Noroeste do Paraná.
Constam no documento, entre outros itens, a liberação de recursos para a aquisição de equipamentos para a Unidade Morumbi da Santa Casa, a recuperação de rodovias estaduais, a viabilização de linha de crédito para a citricultura, o apoio à pesquisa agropecuária, o incentivo fiscal para a cadeia produtiva da mandioca e a nova subestação da Copel.
PRESENÇAS – Além de Lorenzetti, a visita de Guto Silva foi acompanhada pela vice-prefeita de Paranavaí, Jeanne Kato, pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), Mauricio Gehlen, pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), João Eduardo Pasquini, e pelo presidente da Câmara de Vereadores de Paranavaí, José Galvão.
Profissionais de imprensa e lideranças políticas de Paranavaí e de municípios da região também estiveram presentes.

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