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O diretor-geral da Santa Casa de Paranavaí, Héracles Alencar Arrais, esteve na semana passada em Brasília, onde participou do 29º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, realizado no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve presente na abertura e também representou o presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Arrais, o Paraná participou do Congresso com uma das maiores delegações – cerca de 60 gestores de hospitais. O grupo recebeu em café da manhã, num hotel de Brasília, a bancada paranaense no Congresso Nacional. Ele também fez parte do grupo que representou a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), em audiências com a Bancada da Saúde; numa reservada com o ministro Mandetta e em visita a gabinetes de parlamentares de todo o país. Atualmente as santas casas e hospitais filantrópicos atendem 56% da demanda nacional do SUS.
“O que percebemos é que o Governo Federal quer investir na atenção primária, até como forma de desafogar os hospitais. No Brasil ainda morrem pessoas por causa de sarampo e desidratação. Mas a CMB busca também facilidade de acesso às linhas de crédito e que eles tenham juros especiais, já que os empréstimos com juros de mercado é só adiar a morte dos hospitais”, disse ele, apontando, ainda, uma luta de muitos anos das entidades que é melhorar o valor e a forma como são remunerados os hospitais que prestam serviços ao SUS.
“A remuneração é baixa e a responsabilidade é cada vez maior. Vivemos um momento de judicialização da medicina. Isto cria uma nova situação: os médicos – com razão – acabam pedindo exames apenas para se precaver sobre uma possível ação na justiça. Desnecessariamente produzem provas de defesa. E isto acaba encarecendo ainda mais a medicina”, explica Arrais.
O diretor da Santa Casa revelou que a tendência é os hospitais se tornarem estratégicos (a Santa Casa de Paranavaí, por exemplo, é o maior e o único com UTI da região) e os pequenos virar referência para determinados atendimentos para garantir o financiamento da atividade.
Segundo Arrais, a Santa Casa de Paranavaí é uma das poucas do país que pode dizer que está relativamente equilibrada. “O Congresso mostrou que temos que avançar em equipamentos, tecnologia, e na gestão hospitalar. Tão importante quanto bons médicos e enfermeiros é ter gestores que se mantenham atualizados”, sublinhou ele.

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