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Será realizada na próxima semana, em dia a ser marcado, no Sindicato Rural de Paranavaí, uma reunião de empresários da região, principalmente do ramo industrial (grandes consumidoras), lideranças e eventualmente técnicos do setor para debater fontes alternativas de energia elétrica.
A informação é do produtor rural Demerval Silvestre, um dos coordenadores da Sociedade Civil de Paranavaí (SCP), que articula o encontro e faz parte da estratégia de estimular o uso de fontes energéticas alternativas. Na semana passada foi apresentado aos interessados como funciona uma cooperativa de créditos de energia fotovoltaica. “Não podemos deixar o assunto morrer. Paranavaí é a terra do sol, é a cidade com maior incidência de irradiação solar do sul do Brasil. E temos que aproveitar esta fonte que está aí, de graça. Energia limpa”, diz ele.
Silvestre diz que, antes de os interessados tomar uma decisão, as discussões precisam avançar mais. Ele defende a continuidade da discussão para verificar se a melhor opção é cooperativa ou condomínio, se é vantajoso se associar a cooperativa de Maringá, formada em fevereiro, ou criar a própria cooperativa ou condomínio e se esta junção de consumidores e geradores deve se limitar a comercializar os créditos de energia excedente ou investir em usina de energia fotovoltaica própria. “Tudo isto ainda está sob análise, em fase de estudo”, diz ele.
O produtor rural disse que, de imediato, a SCP vai apoiar a reivindicação proposta pela Sinergi, primeira cooperativa de energia solar do Paraná, de isenção do ICMS para o setor de energia fotovoltaica. “Vamos emprestar nosso apoio junto ao Governo do Estado a esta justa reivindicação”, disse ele.
USINAS – Demerval Silvestre fez uma avaliação positiva do evento realizado na última sexta-feira, sobre como ganhar dinheiro com energia fotovoltaica, apresentado pela Sinergi Cooperativa, que comercializa créditos de energia excedente. Segundo ele, o grande público presente foi a demonstração de que o tema “é o assunto do momento. É um caminho sem volta. O Brasil tem que caminhar nesta direção, a exemplo do que fizeram vários países europeus. A Alemanha, por exemplo, que tem um terço da nossa incidência solar, já definiu data para parar de produzir energia a partir do carvão”, explica ele.
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) inaugurou em Paranavaí a sua usina fotovoltaica. É a maior usina do Brasil implantada por órgão público. A energia desta usina será suficiente para atender a demanda da sede do Tribunal e de todos os fóruns eleitorais do Estado.
Segundo Silvestre, esta usina está abrindo caminho para outras. Na inauguração, representantes da Sociedade Civil entregaram ao presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, ofício colocando a entidade à disposição “no que for preciso” para ajudar a encontrar o melhor local para a construção de uma usina de energia solar, conforme desejo demonstrado pela Corte. O TJ avalia implantar uma usina de 17 MW, bem maior que a do TRE, que é de 2 MW.
CAPITAL DO SOL – No documento, assinado por Silvestre, Ivo Pierin Júnior, Edilson Avelar e Dante Ramos Júnior, coordenadores da SCP, a entidade lembra que Paranavaí é a cidade de maior incidência solar do Estado e por isso, uma usina na cidade utiliza menos placas para a produção de determinada quantidade de energia em relação a outras cidades do Paraná, gerando economia no investimento inicial e reduzindo o tempo de payback.
A presidente da Subsecção de Paranavaí da OAB, Célia Zanatta, confirmou que a seccional estadual estuda a possibilidade também. “Está em estudos, mas nada de concreto ainda”, informou ela.
Silvestre diz que uma grande instituição deve anunciar nos próximos dias a construção de sua usina de fotovoltaica na cidade. “Paranavaí é a capital do Sol e a cada dia mais gente vai descobrindo isso e as vantagens de implantar sua usina fotovoltaica na cidade”, aponta o produtor rural.
O coordenador da Sociedade Civil reforça que a retomada do crescimento econômico do país implicará na necessidade de produção maior de energia elétrica. “Estamos no limite e o sistema de hidrelétrica está saturado e causa grande impacto ambiental”, recorda ele, que vê a energia solar como uma das melhores alternativas. Não se descarta possibilidade de produzir na região a energia eólica e a partir da biomassa. “Todas estas alternativas terão apoio da Sociedade Civil”, garante Demerval Silvestre.

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