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Lideranças da Região Noroeste pleiteiam a implantação de uma base da Operação Hórus a ser instalada em Querência do Norte. A informação é do prefeito de Paranavaí, Carlos Henrique Rossato Gomes (KIQ), em visita ao Diário do Noroeste nesta quarta-feira. 
Ele confirma que autoridades e outras lideranças seguem conversando para finalizar a conquista do benefício na área da segurança pública. Paranavaí tem a intenção de colaborar na viabilização do novo serviço. 
KIQ lembra que o Noroeste é uma área com algumas particularidades, incluindo a proximidade com o Paraguai, facilitando o tráfico de drogas, contrabando e outros crimes. As quadrilhas usam as extensões navegáveis do Rio Paraná, além da ampla área de fronteira. Essas condições justificam o investimento, fala o prefeito, reforçando que o combate ao crime será benéfico para toda a região.   
EXPLICANDO – Dentro do tripé de prioridades de combate ao crime organizado, crimes violentos e corrupção, o Ministério da Justiça e Segurança Pública fortaleceu a atuação integrada com outros órgãos de segurança pública para impedir a entrada de drogas, cigarros, armas e munições pelas fronteiras do país. Coordenado pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), o trabalho tem dado resultados expressivos.
Um exemplo é a Operação Hórus sob coordenação da Secretaria de Operações Integradas, com a participação do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) da Polícia Federal, do Batalhão de Proteção de Fronteiras (BPFron) da Polícia Militar do Estado do Paraná, Força Nacional de Segurança Pública e do Exército Brasileiro, inicialmente na região de Guaíra (PR).
“O Rio Paraná vinha sendo utilizado como uma avenida para entrada de produtos ilícitos – contrabando, armas e munições – que partiam dos portos do lado paraguaio e eram descarregados em portos clandestinos no lado brasileiro da fronteira por uma sofisticada organização criminosa com funções definidas e divisão de tarefas”, explica o coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas, Eduardo Bettini.
Em missões de reconhecimento durante os primeiros meses do ano, quando a Operação Hórus estava em fase de planejamento, as equipes contabilizaram uma média de 200 lanchas clandestinas, por noite, que trafegavam impunes ao norte da Ponte Ayrton Senna, rumo aos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Desde que a Operação Hórus teve início, em maio, evitou prejuízo de R$ 35 milhões aos cofres públicos, considerando valor de impostos e tributos. Os criminosos deixaram de faturar cerca de R$ 25 milhões apenas com a venda dos cigarros contrabandeados.
Em pouco mais de dois meses foram apreendidos 43 veículos (caminhões, motos, automóveis), 22 embarcações, 10 mil caixas de cigarro, o que corresponde a 5 milhões de maços de cigarro contrabandeado. Também foram apreendidos R$ 3 mil em espécie e mais de 1050 kg de maconha. A ação resultou na prisão de 19 pessoas e apreensão de um adolescente.
(“Explicando” – texto retirado de www.justiça.gov.br, publicado em 15 de julho)

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