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O monitoramento de pragas nas lavouras de mandioca deve ser feito semanalmente. A afirmação é do agrônomo Rudney Ringenberg, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com especialização em entomologia, e que participou do Curso de Mandioca realizado nesta quinta e manhã sexta-feira em Paranavaí. Na quinta, no auditório do Sindicato Rural de Paranavaí, ele proferiu palestra sobre Manejo Integrado de Pragas na Mandioca. Na sexta, durante o Dia de Campo, foi responsável pela estação de Monitoramento de Pragas.
Segundo o técnico, têm sido comum o uso de defensivos à base de piretróides nas lavouras de mandioca, às vezes em doses inadequadas, o que acaba destruindo inimigos naturais de outras pragas. “E aí acontece o que chamamos de ressurgimento de pragas”, diz ele. As moscas brancas são as que têm mais atacado. Uma lavoura com infestação deste inseto pode reduzir a produção de amido em mais de 20%, segundo Ringenberg.
De acordo com o especialista, os produtores de mandioca estão conscientes da necessidade dos danos causados pelas pragas, mas ainda não estão sensibilizados para a necessidade do monitoramento semanal.
O curso de mandiocultura foi uma realização da Embrapa e do Centro Tecnológico da Mandioca (CETEM) e reuniu técnicos e produtores rurais. A promoção teve o apoio do Sindicato Rural de Paranavaí, Emater, Associação Técnica das Indústrias de Mandioca do Oeste do Paraná (ATIMOP), Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (SIMP), Podium Alimentos e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

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