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REINALDO SILVA
De 1º de janeiro a 9 de abril de 2019, foram registrados 95 casos de dengue em Paranavaí. O quadro é preocupante, conforme avaliação feita pela secretária de Saúde, Andréia Vilar: “Estado de alerta total”. Por isso, as vistorias em residências de todos os bairros foram intensificadas.
Quando os agentes de controle de endemias encontram focos de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, notificam o morador e fazem as devidas orientações. Se ele não fizer a limpeza do quintal e não eliminar os criadouros de larvas, pode ser multado em R$ 400.
Nos imóveis das pessoas chamadas de acumuladoras que que já foram notificadas e multadas anteriormente, o prazo para remover o lixo foi de 24 a 48 horas, conforme o volume de resíduos encontrados. “Foram casos específicos de acumuladores que eram reincidentes várias vezes”, informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Paranavaí.
Quando o acúmulo de lixo é excessivo, a limpeza é feita por uma equipe designada pela Administração Municipal. Nesses casos, o valor do serviço – que inclui o tempo de uso de máquinas e caminhões e a quantidade de cargas feitas – será lançado no IPTU do proprietário do imóvel.
A secretária de Saúde destacou a importância de verificar as condições do quintal de casa frequentemente. “Se o morador não faz a limpeza, prejudica a própria família e os vizinhos.” 
RISCO DE EPIDEMIA – Andréia Vila afirmou que o risco de Paranavaí enfrentar uma epidemia de dengue é grande, já que o número de pacientes com a doença tem crescido rapidamente. O fato de municípios do Extremo-Noroeste do Paraná já estarem em epidemia torna a situação ainda mais preocupante.
Outro problema apontado pela secretária de Saúde diz respeito à gravidade dos sintomas em pacientes que já tiveram dengue. É que a maioria das pessoas que contraíram a doença em anos anteriores apresentou ou vírus tipo um. Agora circula pela cidade o vírus tipo dois.
Assim que o novo tipo viral começa a circular dentro do organismo, os anticorpos agem para eliminá-lo. Como já são resistentes a um vírus diferente, os efeitos são mais agressivos, podendo levar o paciente ao quadro hemorrágico da dengue e até mesmo à morte.

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