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REINALDO SILVA
Paranavaí entrou para a lista de municípios do Noroeste do Paraná que enfrentam epidemia de dengue. É o que mostra o boletim informativo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), atualizado nesta semana. Já são 369 confirmações da doença. 
Classifica-se como quadro epidêmico quando o número de casos positivos alcança incidência superior a 300 para cada 100 mil habitantes. É a mesma situação de Amaporã, Cruzeiro do Sul, Loanda, Nova Londrina, Paranapoema, Porto Rico, Santa Isabel do Ivaí e São Carlos do Ivaí.
Os dados levam em conta todas as confirmações registradas desde agosto do ano passado até agora. Também apontam para uma redução na quantidade de casos positivos nas últimas semanas. Mas isso não significa que o problema esteja resolvido. 
Períodos de temperaturas mais baixas resultam em maior lentidão para que o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, conclua o ciclo reprodutivo. Quando isso acontece, cai o número de vetores em circulação, diminuindo a incidência de casos positivos. 
Mesmo com a queda constatada em toda a região, não houve interrupção nos registros. Significa que ainda existe circulação viral, o que revela a preocupação com os próximos meses, quando a temperatura voltar a subir: o número de casos positivos poderá ser ainda maior.
De acordo com a 14ª Regional de Saúde, o Noroeste do Paraná também está sujeito a outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre as quais, febre amarela e chikungunya, com números crescentes no estado de São Paulo.
DENGUE NO ESTADO – O Paraná soma 17.776 casos de dengue. O boletim informativo foi divulgado na tarde de ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e mostra que 21 pessoas já morreram por causa da doença. 
A maior quantidade dos óbitos por dengue é da região de Londrina, nove. Em Cascavel, quatro. Três mortes foram registradas na região de Paranavaí. Em Foz do Iguaçu, duas. Em Maringá, mais duas. Em Cornélio Procópio, uma.
COMBATE À DENGUE – Para tornar as ações de combate à dengue mais efetivas, equipes da 14ª Regional de Saúde têm se reunido a profissionais de diferentes áreas de atuação em todos os municípios do Noroeste do Paraná. 
Nas conversas com agentes comunitários de saúde e de controles de endemias, trabalhadores da atenção primária e técnicos de vigilância sanitária, ambiental ou epidemiológica, a pauta inclui a padronização das ações e a integração entre todas as secretarias municipais. Assim, ganha-se em efetividade.
É preciso lembrar, ainda, que a população tem importante parcela de culpa na proliferação da dengue. Sempre que o lixo é descartado de maneira irregular, pode se tornar criadouro de larvas do Aedes aegypti. Por isso, é necessário eliminar esse hábito, conforme alertou a 14ª Regional de Saúde.

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