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O presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, Ivo Pierin Júnior, defendeu na noite desta sexta-feira (24) a necessidade de os produtores rurais fortalecerem as entidades quem os representam “da porteira para fora”. Segundo ele, o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), formado pelos sindicatos rurais, pode ser desmantelado se não houver uma maior participação dos agropecuaristas nas entidades de defesa da categoria.
“Nós vamos realmente sentir falta o dia que perdermos a nossa entidade. Então precisamos evitar que isto aconteça. Precisamos mostrar aos nossos companheiros qual seria o impacto se perdermos o sistema”, reforçou Pierin.
As declarações foram feitas durante a Assembleia Geral Ordinária da entidade, convocada para fazer a prestação de contas do exercício financeiro de 2018. Após a apresentação dos números, o presidente abriu espaço para questionamentos. “Todos nós temos responsabilidade com os recursos financeiros do sindicato”, disse ele. O balanço com receitas e despesas foi aprovado por unanimidade.
As contas mostraram que a entidade precisou usar parte das aplicações para evitar um déficit financeiro, consequência da baixa arrecadação com a contribuição sindical. E ao mesmo tempo, Pierin revelou que o valor recebido este ano pela FAEP da mesma fonte não será suficiente para quitar sequer um mês de folha de pagamento dos funcionários da entidade, que já começou a enxugar o quadro de servidores. Esclareceu que não há risco imediato porque tanto a Federação como o Sindicato têm uma reserva financeira. “Mas esta reserva é para investimentos e emergências e não deve ser usado para custeio. Se não tivermos uma maior participação do setor, no futuro teremos problemas”, alertou.
Desde o ano passado, quando a contribuição sindical deixou de ser compulsória, as lideranças sindicais vêm alertando para o enfraquecimento das instituições que defendem suas respectivas categorias.
Pierin, que também é um dos vice-presidentes da FAEP, fez um relato de diversas ações que são desenvolvidas pelo Sistema. Lembrou que o Paraná tem “a melhor federação de agricultura do país, com um quadro técnico de altíssima qualidade”. Segundo ele, há uma gama enorme de serviços e de projetos que foram executados em seu benefício, mas “que o produtor rural não percebeu que alguém teve que ir lá no Governo, apresentar um projeto para que isso acontecesse”. Citou como exemplo o fato de hoje o produtor rural não pagar por outorga de uso de água, o custo diferenciado do uso da energia elétrica no período noturno para irrigação e o projeto em andamento para reduzir o ICMS dos equipamentos de irrigação. “Tudo isso é trabalho do sistema”, reforçou.
Para o presidente do Sindicato Rural, a alternativa para reverter o quadro de risco que o sistema se encontra é aumentar as filiações. “Temos que buscar mais sócios para fortalecer a nossa categoria e também para eles poder usufruir dos benefícios que são oferecidos”, sentenciou.

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