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Ricardo Paiva 
A Escola de Gestão Pública (EGP) do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) promoveu, na manhã desta sexta-feira (25), palestra com o tema “Programa de Implantação do Sistema de Gestão de Risco”, ministrado por técnicos do Tribunal. O evento, voltado aos servidores municipais e prefeitos da Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense (Amunpar), contou com a participação do presidente do TCE/PR, Nestor Baptista.
Falando para um auditório lotado na sede da Amunpar, Baptista apresentou, de forma simples e didática, as principais questões que devem ser levadas em conta para a aplicação de programas de gerenciamento de riscos em órgãos da administração pública brasileira. Para tanto, ele enfatizou o elo que deve ser estabelecido entre o tema e os princípios constitucionais, com destaque para a eficiência na gestão pública.
Nestor Baptista destacou que não é justo o gestor ser penalizado sozinho por atos cometidos por servidores. “Se sumir um pneu da garagem municipal, o prefeito é responsabilizado. Com o gerenciamento de risco os servidores também têm responsabilidades sobre aquele bem que sumiu”, explicou. 
A largada para o processo de implantação do gerenciamento de risco foi dada em abril deste ano pelo presidente do Tribunal, conselheiro Nestor Baptista, que designou a equipe técnica do Programa de Implantação do Sistema de Gestão de Riscos (Progeri) do Tribunal.
DETALHANDO – A Política de Gestão de Riscos é uma iniciativa que estabelece a adoção de um conjunto de medidas com objetivo central de aumentar a eficiência dos serviços prestados pelo órgão de controle à sociedade paranaense, com base em avaliação e monitoramento.
De acordo com a Resolução 72/19, a Gestão de Riscos se aplicará a qualquer processo de trabalho, projeto, unidade, iniciativa ou ação institucional dos órgãos públicos presentes no Estado.
O presidente citou casos em que os jurídicos e os controladores internos dos municípios dominam a gestão pública e levam o prefeito a cometer erros de improbidade administrativa. “Já acompanhei casos em que o jurídico mandava na cidade”, disse o conselheiro que completou dizendo que o prefeito tem que acompanhar de perto o trabalho e não delegar tanta responsabilidade aos servidores. 
O conselheiro e presidente do TC/PR, após o encontro com os servidores, esteve reunido com alguns prefeitos para tratar de casos específicos de cada município.

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