Local
Há anos a campanha Abril Verde conscientiza a população sobre a importância da segurança e da saúde do trabalhador. As ações são realizadas por órgãos públicos, entidades e instituições apoiadoras da causa, como o Crea-PR (Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná). 
Apesar das mobilizações em todo o mês, o dia 28 é o dedicado à memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho. A data é lembrada desde 1969, quando uma explosão de uma mina da cidade de Farmington, na Vírginia, estado dos Estados Unidos, matou 78 trabalhadores. Ao longo dos anos, as ações têm ajudado a reduzir os índices de acidentes e mortes no trabalho.
Na região de Paranavaí, nos últimos dois anos ocorreram 465 acidentes ocupacionais graves e 14 mortes. Foram 186 agravos em 2017 com cinco óbitos; 221 acidentes em 2018 com oito mortes e 58 registros até abril deste ano com um óbito. 
Os dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) são de registros feitos pela 14ª Regional de Saúde, que atende 28 municípios.
Segundo a Classificação Internacional de Doenças, as três principais causas de agravos foram as circunstâncias relativas às condições de trabalho (54); contato com máquinas ou equipamentos (46) e contato com outros utensílios manuais e aparelhos domésticos equipados com motor (35). 
Sobre as ocupações que mais registraram acidentes graves relativas estão: pedreiro ficou em primeiro lugar, com 55 casos; trabalhador da agricultura em segundo, com 44, e trabalhador agropecuário em geral em terceiro, com 30 registros.
De 2012 a 2017, quase 15 mil trabalhadores não voltaram para casa no Brasil, entrando para a estatística de vítimas de acidentes de trabalho, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho. 
No período, foram quase 4 milhões de acidentes e doenças do trabalho, gerando R$ 26 bilhões somente com despesas previdenciárias e 315 milhões de dias de trabalho perdidos. Ao todo, no Paraná, foram 105,1 mil auxílios-doença por acidente de trabalho, com impacto previdenciário de R$ 917,6 milhões. Somente em 2017, 14 mil afastamentos foram registrados no Estado e 209 acidentes resultaram em morte. (Fonte: Crea-PR)
Crea-PR tem o papel de verificar 
O Crea-PR tem o papel de verificar se o empregador está contratando profissionais ou empresas habilitadas que assumam a responsabilidade técnica pelos equipamentos instalados. No Conselho, 6.473 profissionais estão habilitados para a atividade, quase 60% a mais do que o registrado em 2010, quando haviam 3,8 mil Engenheiros especializados em Segurança do Trabalho. 
Na região Noroeste, são 504 profissionais habilitados para a função nas microrregiões de Maringá (310), Umuarama (50), Cianorte (49), Paranavaí (49) e Campo Mourão (46). Em 2018 a Regional Maringá do órgão fez 94 fiscalizações na Região Noroeste, neste ano até este mês, foram 32.
Abril Verde
Diante do cenário crescente de acidentes e afastamentos de trabalho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) criou este mês o Comitê de Estudos Temáticos de Segurança do Trabalho. O objetivo é implantar um programa de incentivo e promoção das práticas legais e recomendadas de Engenharia de Segurança do Trabalho nos processos produtivos de empresas e empreendimentos de Engenharia, Agronomia e Geociências.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.