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REINALDO SILVA
O Extremo-Noroeste do Paraná tem o maior número de casos positivos de dengue. De 28 de julho a 12 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) contabilizou 147 confirmações da doença. São 33 a mais que a região de Maringá e 37 a mais do que na região de Londrina. 
De acordo com o boletim semanal da Sesa, atualizado ontem, apenas dois municípios paranaenses enfrentam situação de epidemia de dengue, Inajá e Santa Isabel do Ivaí, ambos estão localizados próximos a Paranavaí. Respectivamente, totalizam 16 e 41 casos positivos.
A situação é resultado de um longo período com registros de casos positivos. Somam-se a falta de medidas efetivas de controle do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, e os maus hábitos da população em relação ao descarte de lixo e à limpeza. 
Segundo a 14ª Regional de Saúde, outro fator que contribui para o avanço da doença é a falta do inseticida aplicado nos casos de epidemia. Sem o veneno para combater o mosquito, é necessário intensificar a eliminação mecânica de criadouros, mas a tarefa tem sido negligenciada.
As condições do tempo também são fatores que favorecem a proliferação do Aedes aegypti. É que os ovos depositados pelo mosquito eclodem com facilidade em dias de altas temperaturas e com chuva, características que devem ser cada vez mais comuns em toda a região daqui para frente.
Diante de todos esses apontamentos, a Regional de Saúde alerta para outro problema: a possibilidade da chegada do vírus da febre amarela ao perímetro urbano. A transmissão também se dá pelo Aedes aegypti, e com a grande quantidade de mosquitos, a doença se espalharia facilmente. 
CASOS NA REGIÃO – Há confirmações de dengue em Alto Paraná (cinco), Amaporã (três), Cruzeiro do Sul (uma), Diamante do Norte (duas), Guairaçá (três), Loanda (sete), Marilena (uma), Nova Aliança do Ivaí (uma), Paraíso do Norte (uma), Paranavaí (47), Querência do Norte (duas), Santa Mônica (duas), São Carlos do Ivaí (12), São Pedro do Paraná (uma) e Terra Rica (duas).
IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO – A Regional de Saúde chamou a atenção dos municípios para a importância de mobilizar a população e organizar mutirões de limpeza. Quanto maior for o envolvimento dos moradores, mais resultados positivos essas ações terão. O poder público também precisa intensificar os trabalhos de prevenção e combate.

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