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REINALDO SILVA
De janeiro a março deste ano, três estados brasileiros enfrentaram surto de sarampo: Amazonas, Pará e Roraima. Nesse período, foram confirmados 48 casos da doença em todo o país, a maioria deles na região Norte. No Paraná ainda não houve registro de pacientes com sarampo em 2019, mas a preocupação é constante.
A 14ª Regional de Saúde reforçou o alerta sobre a importância da prevenção. “Estamos sempre falando sobre identificar os possíveis casos e intensificar a vacinação conforme o calendário”, disse a técnica de Epidemiologia Samira Silva. 
Ela apresentou números da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam para número de casos de sarampo em diferentes países. Em 2019, os registros cresceram 300%. Só no primeiro trimestre foram reportadas mais de 112 mil confirmações da doença em 170 países. No mesmo período do ano passado, foram 28.124.
Segundo a OMS, a taxa de cobertura vacinal global está abaixo da meta, em 85%. Em relação à aplicação da segunda dose da vacina, o índice é ainda menor, 67%.
O sarampo é uma doença viral transmitida por secreções das vias respiratórias, que podem ser gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. Potencialmente grave, em gestantes, por exemplo, pode provocar aborto ou o parto prematuro. 
Entre os sintomas estão manchas avermelhadas na pele, começando no rosto e progredindo em direção aos pés, febre, tosse, mal-estar, conjuntivite, coriza, perda de apetite, manchas brancas na parte interna das bochechas, otite, pneumonia e encefalite.

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