Local
REINALDO SILVA
Os ovos depositados pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, precisam de calor e umidade para eclodir. Essa combinação é comum nos municípios do Noroeste do Paraná, mesmo durante o inverno, o que torna a região propícia para a proliferação da doença.
O tempo de duração de um ovo é de até 400 dias, período suficiente para que o ciclo reprodutivo do mosquito se complete. Por isso, a orientação é que os reservatórios permanentes de água sejam higienizados constantemente. Vale para bebedouros de animais e vasos de planta, por exemplo.
Soma-se a essa situação o descarte irregular de lixo e entulho em fundos de vale, terrenos baldios e margens de ruas e estradas rurais. Cada resíduo pode se tornar um criadouro de Aedes aegypti.
A 14ª Regional de Saúde chama a atenção para a falta de conscientização da população quanto aos cuidados a serem tomados, entre os quais, a limpeza dos depósitos permanentes de água e a destinação correta do lixo. As orientações são repassadas há anos, mas muitos moradores ainda não as seguem devidamente.
O resultado é o crescente número de casos positivos de dengue em toda a região. Para se ter uma ideia, a Prefeitura de Paranavaí contabilizou 803 confirmações da doença até a última sexta-feira (12). Ontem já eram 869.
Paranavaí está na lista de municípios em situação de epidemia. Por isso, todas as notificações de pacientes com sintomas de dengue são classificadas como casos positivos – o chamado critério clínico-epidemiológico. Esse procedimento faz com que os índices da doença cresçam ainda mais rápido.
Também apresentam números de epidemia Amaporã, Cruzeiro do Sul, Loanda, Nova Londrina, Paranapoema, Porto Rico, Santa Isabel do Ivaí, São João do Caiuá e Terra Rica. Todos apresentaram incidência de 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes, proporcionalmente, de agosto de 2018 até agora.
NÚMEROS DA SESA – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou, na terça-feira (16), o boletim semanal da dengue. Os números indicam que o Paraná soma 20.496 casos positivos de dengue. Na semana anterior eram 18.779.
O informativo estadual também aponta 22 mortes provocadas pela doença em diferentes regiões. Foram nove em Londrina, quatro em Cascavel, três em Paranavaí, duas em Foz do Iguaçu, duas em Maringá, uma em Campo Mourão e uma em Cornélio Procópio. 
Paranavaí tem índice de médio risco de infestação de dengue
Na semana passada, a Vigilância em Saúde concluiu o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira), em Paranavaí. Constatou que a cada 100 residências, a média de 1,6 tinha focos do mosquito transmissor da dengue. Isso representa médio risco de infestação.
A região com maior percentual foi a que inclui os jardins Santos Dumont, Ipê e Vila Operária, onde o índice foi de 2,3. Nos jardins Ouro Verde, Ouro Branco e Silvio Vidal, 2. Na região do Centro e do Jardim Guanabara, 1,6. 
Em seguida aparecem o Distrito de Sumaré, os jardins Morumbi, das Nações e América, Vila Paris e Parque Industrial, com 0,7. O menor índice foi registrado na região que abrange os jardins São Jorge, Santa Maria, Matarazzo, Vista Alegre, Simone e Três Conjuntos. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Paranavaí.)

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.