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REINALDO SILVA
Com pauta unificada, diferentes categorias do funcionalismo público estadual devem aderir à greve que tem início nesta terça-feira. Entre as reivindicações está o reajuste salarial: segundo os cálculos dos trabalhadores a defasagem é de 17%.
Em Paranavaí, professores e funcionários das escolas estaduais se reúnem às 9 horas na sede da APP-Sindicato. Secretária de Finanças entidade sindical, Elvira Maria Isabel Jaroskevicz afirma que a expectativa é receber trabalhadores de outras categorias, por exemplo, saúde, segurança pública, agricultura e meio ambiente.
Ela explica que além do atraso na data-base, os servidores são contrários aos itens do Projeto de Lei Complementar (PLC) 04 de 2019, que vincula reajustes e concessão de benefícios ao investimento, pelo Governo do Estado, de 10% da receita corrente líquida. “Sabemos que é impossível”, diz.
A sindicalista também aponta outras questões que motivaram a greve dos funcionários estaduais. A precarização do Sistema de Assistência a Saúde (SAS) e a falta de concursos públicos para a contratação de mais profissionais em diferentes áreas fazem parte da lista.
ORIENTAÇÕES – Em relação às escolas estaduais, o chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, Emerson Branco, destaca que cada instituição tem autonomia para definir sobre a adesão à greve. Mesmo assim, a recomendação é que o calendário letivo seja mantido.
Em relação aos estudantes, a orientação é que os pais confiram a situação do local onde os filhos estudam. Pode haver casos de adesão parcial de professores e funcionários, o que garantiria a realização de, pelo menos, algumas aulas.
Branco afirma que reconhece a importância do movimento grevista e que entende a pauta dos servidores públicos estaduais. Ao mesmo tempo, ressalta que o Governo do Estado anunciou que ainda não tem condições de cumprir todas as reivindicações. A expectativa é de que haja um acordo o mais rapidamente possível.

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