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Em nome das demais categorias profissionais, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paranavaí (Sinserpar) manifestou apoio à Administração Municipal para que o vale-alimentação, já concedido aos professores, se estenda aos demais funcionários da Secretaria de Educação (Seduc), beneficiando motoristas, agentes de conservação, cozinheiras e agentes administrativos. Este apoio foi aprovado em assembleia da categoria realizada no último dia 6. O prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ) havia assumido o compromisso que, se fosse legal e houvesse o apoio das outras categorias, ele estenderia o benefício aos demais servidores da Educação.
A manifestação do Sindicato aconteceu de forma oficial através de um documento entregue esta semana durante reunião com os secretários municipais das Administração, Educação, Saúde e Assistência Social. A reunião foi marcada originalmente com o prefeito KIQ, que, devido a presença do deputado Ricardo Barros na cidade, não pode atender os diretores do sindicato e representantes das secretarias.
O Sinserpar defende, desde o início da gestão da atual diretoria, que o vale-alimentação seja concedido a todos os servidores. No entanto, a Administração Municipal afirma que não há disponibilidade financeira para bancar o benefício, exceto no caso da Seduc, que tem os recursos do Fundeb. A avaliação do Sindicato é de que contemplando os servidores da Educação com os recursos do Fundeb, alivia o caixa geral, permitindo que o benefício seja estendido a outras categorias.
CARGA HORÁRIA – Na reunião realizada no Gabinete do Prefeito, o Sindicato se fez representar pelo presidente Gabriel dos Santos Luiz, a secretária Maria Rosa Gonçalves de Medeiros, o segundo secretário Mario Sérgio Gonzales, a presidente do Conselho Fiscal, Márcia Regina Victor Francisco, e um servidor de cada secretaria.
Na oportunidade foi entregue uma cópia da ata da Assembleia realizada no dia 6 de agosto, convocada para coletar as reivindicações dos servidores a ser levada à mesa de negociação na discussão do reajuste e dos benefícios à categoria em 1º de janeiro, além da discussão e votação sobre o apoio da concessão do vale-alimentação aos demais servidores da Seduc.
Um dos assuntos mais discutidos na ocasião foi a jornada de trabalho, uma vez que, com as alterações realizadas este ano pela Administração Municipal, em geral os servidores não têm tempo para ir em casa no meio do expediente para almoçar e repousar. “Queremos que, para todos os setores, haja pelo menos duas horas de almoço” diz o presidente Gabriel dos Santos.
As alterações feitas pela Administração Municipal apresentam, na avaliação do Sindicato, ainda dois agravantes: nem sempre o equipamento onde o servidor desempenha a sua função funciona a mesma quantidade de tempo que a carga horária do servidor e estes equipamentos não dispõem de refeitório e estrutura para que os servidores possam fazer sua refeição no próprio local.
No total foram apresentadas 18 reivindicações. “São reivindicações que deveriam ser apresentadas durante as negociações com o Executivo no dissídio de 2020. No entanto, algumas delas exigem soluções urgentes. Por isso, as apresentamos antecipadamente e esperamos que as soluções acontecem o mais rápido possível, ainda este ano”, disse o presidente Gabriel dos Santos.
A Administração Municipal não se posicionou sobre os pedidos, mas se comprometeu de, em 30 dias, encaminhar uma resposta por escrito ao Sindicato.

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