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REINALDO SILVA
Pouco mais de 10% da população brasileira é formada por idosos. As projeções apontam para um crescimento expressivo durante os próximos anos: em 2050, as pessoas com mais de 60 anos deverão representar 30%. Sendo assim, é preciso criar políticas públicas que atendam devidamente as necessidades desse público e estabeleçam condições dignas de vida.
A quarta Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Paranavaí, realizada ontem, teve como objetivos propor medidas que garantam os direitos fundamentais, pensar em políticas públicas que assegurem o envelhecimento sem discriminação e violência e elaborar planos para o fortalecimento dos conselhos que representam os idosos.
Os participantes debateram sobre “Os desafios de envelhecer no Século 21 e o papel das políticas públicas”. Sete eixos guiaram os trabalhos: saúde; assistência social e previdência; moradia e transporte; cultura, esporte e lazer; educação; enfrentamento à violação de direitos humanos; e conselhos de direitos.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), Rosemeire Cury Bürgel, explicou que as políticas públicas para a população acima dos 60 anos são recentes, mas avançam progressivamente e têm sido desenvolvidas de maneira eficiente em Paranavaí.
Ela citou a rede de proteção aos idosos, formada por diferentes órgãos públicos e instituições que atuam no sentido de garantir a preservação dos direitos dessa população. A atuação conjunta tem resultado na redução de casos de negligência e de violência, assegurou Rosemeyre.
De acordo com a presidente, são aproximadamente 12 mil idosos em Paranavaí. Estão distribuídos em diferentes classes socioeconômicas e são atendidos de acordo com as condições que vivenciam diariamente: alto, médio ou baixo risco de vulnerabilidade.
POLÍTICAS PÚBLICAS – No período da tarde, os participantes da quarta Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Paranavaí se dividiram em grupos para deliberar sobre as políticas públicas existentes nos âmbitos municipal, estadual e nacional. As discussões partiram dos sete eixos principais definidos para o evento.
Segundo o assistente social e assessor de políticas públicas Uilson José Gonçalves, convidado para a conferência, as propostas elaboradas durante o evento deverão ser cumpridas. Para cada eixo, cinco proposições. Caberá ao CMDI fiscalizar e cobrar a aplicação das políticas públicas de acordo com o que for definido.
A presidente do CMDI foi mais além e afirmou que toda a sociedade tem responsabilidades quanto aos idosos. Se não no sentido de proporcionar acesso aos serviços públicos, “compartilhar amor, ouvir, ter um olhar diferenciado para eles”.

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